sexta-feira, 4 de abril de 2008

Rindo de orelha a orelha, eles levam
o dinheiro do trabalhador


Gerson Tavares
Juntou a fome com a vontade de comer. O veto do “sindicalista” Lula à decisão do Congresso de obrigar as entidades sindicais a prestar contas do uso do imposto sindical ao Tribunal de Contas da União, foi comemorado numa animada festa no Palácio do Planalto. Foram mais de cinquenta sindicalistas, da mais alta linhagem, claro, liderados presidente “licenciado” do PDT e ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e ainda pelo “duble” de presidente da Força Sindical e deputado do PDT/SP, Paulo Pereira da Silva, o “Paulinho”. A festa que lotou o Salão Leste do Planalto começou à portas fechadas, no maior segredo. A alegação foi de que seria um encontro reservado e que nem a Radiobrás poderia registrar. Depois de muitos protestos dos jornalistas, a “solenidade” de sanção da lei que legaliza a “gastança” das centrais sindicais foi aberta à imprensa.
Mas esta tentativa de “segredo” tinha lá as suas razões. O “jornaleiro do Brizola”, que hoje já é considerado um simbolo de honestidade do governo dos “trabalhadores”, mesmo com todos os acertos de grana que fez com as ONGs ligadas ao partido que é presidente, hoje “licenciado”, mas mandando mais que nunca e mantido como ministro pelo Lula, que disse, por ser um brasileiros “ético”, vem a ser hoje o símbolo do novo sindicalismo de resultados, resultados esses que vão para os bolsos dos lideres sindicais que têm o total apoio do Lula que fez questão de celebrar com eles a liberdade para gastar o dinheiro dos trabalhadores.
Não poderia deixar de lembrar aos verdadeiros trabalhadores, que a contribuição obrigatória cobrada a eles, serve para manter o padão de vida elevado dos dirigentes que representam as mais diversas categorias. Há dezoito anos à frente do Sindicato dos Trabalhadores da Contrução Civil Pesada, Antonio Bekeredjian, o “Toninho”, é um desses exemplos. Ele chega ao trabalho em um Mercedes-Benz e tem em seu nome telefones instalados em diversos imóveis de alto luxo. Mas como bom 171, ele diz sempre que tudo pertence aos filhos.
No Sindicato dos trabalhadores em Transporte de Carga Própria de São Paulo, Almir Macedo Pereira também tem alto padrão de vida. Antonio de Souza Ramalho, do Sindicatro da Construção Civil de São Paulo, tem até carro blindado de último modelo da Toyota, com notorista pago pelo pobre trabalhador. Isto para não desfiar um rosário de nomes de “sindicalistas” que ficaram ricos às custas do salário daqueles que dão uma vida inteira para sustento da família.
Mas está decidido. Não vai existir fiscalização do TCU em relação ao dinheiro que esses falsos trabalhadores vão gastar como bem entenderem, mas esses senhores donos da verdade só esquecem ou mesmo não sabem, que a constituição é para ser cumprida e ela diz que é obrigatória a verificação pelo TCU.
No meu entender, isso não passa de “pelegalização”. Eles descobriram que é fácil viver às custas do pobre povão e isso se resume numa única frase e que me chamou mais a atenção. Foi do mais integro dos ministros do governo Lula. “Vão ter que nos aturar durante muito tempo”.
Foi com esta frase que o Carlos Lupi ameaçou os brasileiros de bem, que só pedem o direito de viver em um país honesto.

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