sexta-feira, 4 de abril de 2008

Isabella foi asfixiada antes de morrer, diz laudo

Peritos chegam a conclusão de morte por asfixia

SÃO PAULO - Isabella de Oliveira Nardoni asfixiada por esganadura ou sufocamento e teve um osso escafóide da mão esquerda quebrado, provavelmente por meio de uma torção. Os sinais de asfixia são evidentes, segundo informação que consta do rascunho do laudo 1.081, que será feito pelo médico Laércio de Oliveira Cesar com o auxílio de dois colegas.

Legistas do Estado disseram que os indícios de asfixia são cinco. O primeiro é uma lesão cervical importante, que pode ter sido provocada com as mãos no pescoço (esganadura) ou com a mão ou algum outro objeto cobrindo a boca e o nariz (sufocamento). No pulmão, os exames constataram manchas de Tardieu e Paltauf, que são lesões que o sofrimento por asfixia provoca. Havia ainda pequenas manchas vermelhas no coração (petéquias), e as extremidades dos dedos da menina estavam arroxeados. Por fim, a língua da menina estava entre os dentes. No caso do osso da mão, a lesão teria ocorrido por torção, e havia sinais de que a fratura ocorreu em vida. Além disso, os médicos acharam pequena hemorragia no cérebro. Segundo o legista, este fato é comum nos casos de síndrome de criança espancada. No corpo, havia um machucado no antebraço direito, como se ele tivesse enganchado na tela de proteção da janela ou como se ela tivesse tentado agarrar a tela. Por fim, havia um corte na cabeça. Não havia hemorragia interna importante no tórax ou no abdome. A inexistência de fraturas na criança, apesar da queda do 6º andar, é explicada pelo local em que ela caiu (gramado) e pela flexibilidade dos ossos infantis. A queda provocou a parada cardíaca, segundo o laudo.

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