Bancada cubana quer botar freio
Obama ainda vai ter muito
que conversar para chegar
a um consenso
A bancada de cubano-americanos no Congresso dos ESTADOS UNIDOS, recebeu como uma afronta a revogação da resolução que suspendeu Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) por 47 anos e promete brecar novas iniciativas do presidente americano, Barack Obama, para que seja distendida as relações com Havana, principalmente o fim do embargo econômico imposto a Cuba em 1962.
“Há uma tensão entre a Casa Branca e o lobby anticastrista: a partir de agora, a bancada cubana ficará mais agressiva, tentando evitar que Obama continue com a distensão”, falou ao “Estado”, Maurício Cárdenas, especialista em América Latina do Brookings Institution.
Hoje, a maioria dos 1,8 milhão de cubano-americanos dos EUA é a favor do fim do embargo. Segundo uma pesquisa divulgada em abril pela Bendixen Associados, 43% dos cubano-americanos são contra o bloqueio e 42%, a favor. Em 2003, 61% dessa comunidade achava que o embargo deveria ser mantido e só 28% queria seu levantamento.
Segundo Cárdenas, há um descompasso entre a opinião pública e a representação política dos cubanos. “A segunda e a terceira gerações de cubano-americanos têm atitudes diferentes em relação a Cuba e querem uma aproximação; isso é refletido nas iniciativas de Obama. No entanto, a representação política dos cubano-americanos no país ainda é muito conservadora”.
“Há uma tensão entre a Casa Branca e o lobby anticastrista: a partir de agora, a bancada cubana ficará mais agressiva, tentando evitar que Obama continue com a distensão”, falou ao “Estado”, Maurício Cárdenas, especialista em América Latina do Brookings Institution.
Hoje, a maioria dos 1,8 milhão de cubano-americanos dos EUA é a favor do fim do embargo. Segundo uma pesquisa divulgada em abril pela Bendixen Associados, 43% dos cubano-americanos são contra o bloqueio e 42%, a favor. Em 2003, 61% dessa comunidade achava que o embargo deveria ser mantido e só 28% queria seu levantamento.
Segundo Cárdenas, há um descompasso entre a opinião pública e a representação política dos cubanos. “A segunda e a terceira gerações de cubano-americanos têm atitudes diferentes em relação a Cuba e querem uma aproximação; isso é refletido nas iniciativas de Obama. No entanto, a representação política dos cubano-americanos no país ainda é muito conservadora”.

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