terça-feira, 16 de junho de 2009

“Ato secreto” garantiu no Senado,
filha de aliado de Sarney


Nathalie até que poderia ter êxito como modelo,
mas ser assessora é mais fácil


Ela quer ser modelo, mas enquanto não aparece um padrinho para a passarela, a jovem Nathalie Rondeau foi nomeada em 26 de agosto de 2005, por meio de um “ato secreto”, para trabalhar no Conselho Editorial do Senado. Nathalie tem 23 anos e pela idade não deve mais conseguir subir à passarela e que a algum tempo atrás já declarou que seu sonho é ser missionária da Igreja Presbiteriana, vai ter que garantir o lugar no Senão, mas como ela é filha de Silas Rondeau, ex-ministro de Minas Energia e ele é afilhado político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), parece que não haverá muitas dificuldades.

José Sarney já tem 13 livros publicados, é imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) e preside o Conselho Editorial desde 2002. E como estamos falando de números e datas, nesse período, como comprovam cópias de atos secretos obtidos pelo “Estado de São Paulo”, o “imortal” conseguiu empregar mais pessoas de sua ligação, aumentar salários e multiplicar o número de cargos existentes no órgão, do que publicar livros.

Uma prova que a filha do “afilhado” recebeu o presente que rende por mês um salário de R$ 2 mil e 500 reais do velho maranhense, é que quando ela foi nomeada, Ribamar já comandava o Senado. A “aspirante a modelo” entrou para a folha de pagamento do Senado um mês e meio depois de Silas Rondeau ser indicado pelo próprio Sarney para assumir o Ministério de Minas e Energia.
Não podemos esquecer que Rodeau deixou o cargo de ministro porque foi acusado de receber uma propina de 100 mil reais da construtora Gautama, na “Operação Navalha”, da Polícia Federal.

Com o escândalo, o papai dançou, mas Nathalie continuou firme no Senado. A assessoria de Zé Ribamar afirmou que a publicação referente à nomeação da jovem “não foi publicada de forma transparente” em 2005 “por erro técnico”. Aliás, Sarney não sabia de nada.

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