quinta-feira, 11 de junho de 2009


Tortura fundamental



Livros distribuídos aos
estudantes trazem
imagens de tortura




A Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro reconhece que obra usada com alunos de 9 anos é totalmente inadequada e vai recolher imediatamente os exemplares das escolas públicas.

O que chamou a atenção de uma mãe de aluno da Escola Municipal Coronel PM Flávio Martins Albuquerque, em Sulacap, foi uma gravura de um ritual de tortura indígena, que foi parar nas páginas de livro de História utilizado, há três anos, por escolas da Prefeitura do Rio. Hirlene Barbosa dos Santos ficou surpresa e chocada, quando o seu filho de 10 anos, mostrou em casa o que tinha acabado de aprender na escola.

Muitos pais de alunos de turmas do 4º ano (antiga 3ª série) do Ensino Fundamental também se sentiram chocados com a imagem que exibe, para crianças de 9 anos, a cena de um empalamento, que é um suplício antigo que consistia em introduzir em um condenado, pelo ânus, uma estaca aguda que atravessava os órgãos até chegar à boca.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que vai recolher todos os exemplares do livro e já notificou o caso ao Ministério da Educação (MEC). A secretaria afirmou que não considera apropriada a ilustração para alunos do 4º ano.

Mas o que mais impressiona neste fato, é a origem do livro. A publicação “Projeto Pitanguá – História”, da editora Moderna, consta na listagem nacional do livro didático do programa Nacional do Livro Didático, distribuído gratuitamente pelo Ministério da Educação e a edição já está sendo usada pelos estudantes cariocas pelo terceiro ano consecutivo.

Atenção senhores pais. Muita atenção com seus filhos. Só depende de vocês o futuro dos seus filhos.

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