sexta-feira, 12 de junho de 2009

Atos secretos para salvar companheiros
Gerson Tavares


Chegou à hora do Ministério Público trabalhar para conter a bandalheira quer está grassando na Câmara Alta, a Casa da corrupção. E para agir rápido, lideres de partidos se juntaram ao Ministério Público para anular 300 atos “secretos” do senado que foram omitidos nos boletins da Casa e que ó serviam a parentes e amigos. E como não poderia deixar de constar nos apadrinhados, lá está um neto do Ribamar, quer dizer, José Sarney.

Até os lideres dos partidos do governo se aliaram aos opositores para defenderem a anulação dos “atos”, que nunca foram publicados no Boletim Administrativo do Senado, mas serviram pelos últimos dez anos para nomeação de parentes e amigos da turma de “safardana” que domina a nossa política.

Estes “atos” serviam para nomear, para criar cargos e aumentar salários, sem o menor constrangimento aos senadores, titulares da Mesa Diretora e aos diretores da Casa. Mas como Ribamar é uma “raposa felpuda” de primeira grandeza, já mandou publicar em um boletim suplementar a exoneração de João Fernandes Michels Gonçalves Sarney, seu netinho querido. A demissão do neto de Ribamar se deu para que não fosse revelada a existência de que um neto do presidente da Casa havia sido “nomeado” sem concurso, quando o Senado aplicava a súmula antinepotismo aprovada pelo Supremo Tribunal Federal. João Sarney “trabalhou” por um ano e oito meses como secretário parlamentar de Epitácio Cafeteira, do PTB do Maranhão.

O rapaz tem só 22 anos, mas já está começando a vida pelo lado neboloso da família.

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