sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sindicato dos Vigilantes preocupado
com o número de milicianos

A polícia tem trabalho redobrado para livrar as comunidades
dos bandidos, seja ele traficante ou miliciano




RIO – O sindicato dos Vigilantes está preocupado com os “vigilantes clandestinos” que estão tomando conta do Rio. Sao mais de 150 mil pessoas que trabalham como seguranças particulares sem registro e com a proteção de não terem os seus nomes em qualquer livro de identificação. Além de terem agirem livres, nunca são identificados quando algum delito acontece. Agora, uma grande parte deles estão trabalhando para as milícias que são comandadas por dublês de policial e bandido.
O efetivo das milícias já chega a 20% da Polícia Militar e a população está cada dia mais nas mãos dos bandidos. Esta denúncia parte do presidente do Sindicato dos Vigilantes do Estado, Fernando Bandeira.

No Rio são quase 50 mil vigilantes legalizados, registrados na Polícia Federal, e que a cada dois anos passam por qualificação, treinamento e têm suas fichas corridas checadas, mas para cada vigilante profissional, existem outros três atuando na clandestinidade. Bandeira disse que cerca de 5% dos clandestinos são informantes de milícias e que já tomaram conhecimento de alguns casos em Copacabana, Ipanema e Centro do Rio. Ainda Segundo Fernando Bandeira, já existem empresas que estão abrindo mão dos gastos com seguranças legalizados para pagar taxas a milícias locais. Ele lembra ainda o caso de seguranças que trabalhavam de forma ilegal no supermercado Carrefour de Jacarepaguá e que torturam duas mulheres moradoras da Cidade de Deus, que foram acusadas de roubo.

Nenhum comentário: