quarta-feira, 11 de junho de 2008



Adiada mais uma vez votação da nova CPMF na Câmara






Cartazes são mostrados pelos deputados de oposição







BRASÍLIA – Pela terceira vez fracassou a tentativa dos governistas em aprovar na Câmara a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), a nova CPMF. Com manobras de obstrução, os partidos de oposição, PSDB, DEM e PPS, conseguiram prorrogar a sessão por toda a noite de ontem até que, às 11 horas e 15 minutos da noite, os líderes da base fizeram a proposta de um acordo, transferindo a votação para a manhã de hoje. Se não houvesse o acordo, a sessão poderia se prolongar até a madrugada para votar apenas o texto básico, sem as votações pontuais de partes do projeto. Acendeu-se, assim, a luz amarela para a base governista.

O presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), contrário ao projeto do governo e favorável ao do Senado, usou uma hora para ler lentamente o seu parecer pela Comissão de Seguridade Social sobre as emendas apresentadas ao projeto. O líder do PT, Maurício Rands (PE), reclamou da morosidade da leitura. Depois foi a vez do relator do substitutivo do governo, Pepe Vargas (PT-RS) dar o seu parecer sobre as emendas pela Comissão de Finanças e Tributação. Ele leu seu parecer de forma tão rápida que parecia estar narrando uma corrida de cavalos. Levou 50 minutos. Na sessão em que leu o seu parecer anterior, Vargas levou uma hora e meia. A reclamação desta vez, pela rapidez, partiu da oposição.

E assim a história de um povo cada dia mais sacrificado pelo numero exorbitante de impostos, que foi transformada em “novela de terror”, ganha mais um capítulo.

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