segunda-feira, 16 de junho de 2008

ACONTECEU
na
ECONOMIA
OI poderá ter que renegociar valores com BrT



Ronaldo Sardemberg (ao centro), presidente da Anatel diz que proposta feirta pela âgencia mantêm incerteza na fusão






A proposta de mudança no PGO (Plano Geral de Outorgas), que será publicada amanhã, manteve a incerteza da fusão entre Oi (Telemar) e BrT (Brasil Telecom). Por um lado, a decisão dos conselheiros em permitir que uma operadora de uma região possa comprar outra que atua em área diferente viabilizou a operação. Mas a decisão de obrigar as concessionárias a promoverem a separação entre o Serviço Telefônico Fixo Comutado, que é a rede de telefonia, e o SCM (Serviço de Comunicação Multimídia), basicamente o acesso à banda larga, emperrou de novo as negociações entre Oi e BrT.

Ainda na semana passada, o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, afirmou que, caso a separação saísse do papel, a fusão ficaria inviabilizada. Isso porque a nova situação cria um complicador. A Oi terá de renegociar os valores pagos aos acionistas da BrT porque, com a divisão das empresas, o valor de cada uma das empresas sofre redução com a separação dos ativos. “Resolveram um problema permitindo a fusão, mas criaram outro com a separação dos ativos”, diz Eduardo Tude, presidente da Telecom, consultoria de telecomunicações.

Pelo texto aprovado, negociado entre os conselheiros para dar início ao processo de fusão da BrT e da Oi, a separação é necessária porque os serviços de telefonia fixa são concessão e fazem parte de um regime público de outorga.

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