Quem delega poder ao capeta, acaba
morrendo queimado.
morrendo queimado.
Gerson Tavares
Quando ele chegou para assumir o lugar de Marina Silva, mesmo com um pouco de desconfiança, até acreditei que poderia dar continuidade ao trabalho dela. Mas amarga ilusão, pois ele mal assumiu o ministério e encontrou pela frente, Blairo Maggi e Ivo Cassol, aqueles que fizeram força contra a sua antecessora e lógico, iriam fazer também contra ele. Mas mesmo assim, eu acreditei que, pelo menos, ele iria encarar a briga.
Mas se é para o mal de todos e desgraça geral da nação, o Minc está embarcando na deles, os destruidores da floresta Amazônica. Para evitar qualquer briga, qualquer mal estar, o “ministro” esqueceu toda a sua filosofia de “verde” e tirando da reta, resolveu delegar poderes aos governos estaduais para autorizar fazendeiros da Amazônia a obter financiamento. Isso quer dizer que agora são os governadores e entre eles estão o Blairo Maggi, do Mato Grosso e o Ivo Cassol de Rondônia, que vão dizer se os fazendeiros estão preparados moralmente para receber o crédito oficial, que no tempo de Marina Silva, precisavam do chamado “crédito verde” para mostrarem que earm dignos para receberem empréstimos públicos na Amazônia. E Minc, esperto e não querendo “bater de frente” com ninguém, passou a bola para os mais interessados nas falcatruas, ficando assim, Maggi e Cassol com as “serras e as arvores” nas mãos.
A mudança na resolução do Banco Central, que vetava crédito aos maus proprietários que desmatam a floresta, foi publicada na terça-feira passada no Diário Oficial e foi assinada por Carlos Minc. Em seu texto estabelece que uma simples declaração do governo estadual, poderá ser apresentada pelo tomador de crédito ao agente financeiro para fins de não-aplicação das normas previstas na resolução do Banco Central. Isso é o mesmo que o Minc falar: “Blairo, Cassol, agora é com vocês. Só não entrem nos países vizinhos para não causarem problemas diplomáticos”.
Com este episódio ficou claro que foi só a Marina Silva sair para que esse governo tratasse de colocar “raposa tomando conta do galinheiro”.
A bandidagem agradece.
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