quinta-feira, 12 de junho de 2008

Cuidado com o bolso. Eles vão
continuar roubando

Gerson Tavares



Tem horas que eu penso que o mundo está de “cabeça pra baixo”. Na noite de terça-feira passada, os políticos que já tem as suas vidas marcadas por “nódoas” de corrupção ou qualquer outro crime, desde que, não sejam condenados e é bom lembrar que pouquíssimos foram até hoje, ficaram, por antecipação, “absolvidos” por quatro dos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para se candidatarem a qualquer cargo eletivo, desde que seja para continuar a roubar a população.

Por quatro votos a três, todos esses “safardanas” estão livres para figurar nas urnas e tudo vai permanecer com agora. De acordo com a maioria, quer dizer, quatro dos sete, continua valendo como o previsto na lei segundo a qual, o político só perde o direito de se candidatar se for condenado em instância final, sem chances de recorrer da decisão. Quer dizer, “enquanto não baterem o martelo”, eles vão continuar roubando e rindo do povo.
Assim sendo, por ordem desses quatro senhores, se algum Tribunal Regional Eleitoral negar algum registro por conta da ficha corrida do candidato, o político poderá recorrer ao TSE e ao Supremo e vai voltar a ser “bandido oficial”.

Neste caso, já temos presos que estão prontos para se candidatar. Este é o caso do Jerominho, que poderá, se ainda estiver “vendo o sol nascer quadrado” até janeiro de 2009, tomar posse como vereador em alguma cela de algum presídio. Sim, porque se esse bandido for candidato, se elege “com os dois pés na cela”.

Dos quatro que votaram a favor dos marginais, posso destacar o Eros Grau que disse que o Poder Judiciário não pode estabelecer critérios de avaliação da vida pregressa de candidatos para o fim de definir situações de inelegibilidade. E eu pergunto: Para que serve o Poder Judiciário? Mas a resposta para essa minha pergunta está no destaque de Eros: “Pra nada”.

Também vou falar dos “senhores” Carlos Caputo e Marcelo Ribeiro. Os dois declararam simpatia à possibilidade de se impedir candidatos ímprobos de concorrer, mas ponderaram que, se o tribunal decidisse dessa forma, estaria legislando. Gente, no meu entender, se o tribunal decidisse assim, estaria salvando o Brasil de muitos dublês de político e bandido.

Carlos Ayres Britto, presidente da Corte, defendeu que candidatos com a vida pregressa em xeque fossem banidos das eleições. Mas coitado, se “uma andorinha não faz verão”, ele sozinho, não vai moralizar uma política tão corrupta como a de agora, neste país.

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