terça-feira, 10 de junho de 2008

Cháves muda em relação às Farc

Presidente Hugo Chávez já não mais o mesmo



CARACAS - A mudança de postura do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em relação às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) deixa analistas divididos, sem saberem ao certo se as palavras dele representam ou não uma tentativa de ruptura com os guerrilheiros.

Em seu programa semanal de rádio e televisão, no domingo, Chávez pediu ao grupo rebelde que encerre a luta armada e entregue todos os reféns em seu poder. Entretanto, em declarações feitas anteriormente, o presidente defendeu o que chamou de "projeto político" das Farc e disse que a luta do grupo é legítima.

Aliados de Chávez dizem que não houve alterações no seu discurso. “Não é que Chávez tenha dado apoio político às Farc e agora esteja retirando”, afirma José Egidio, membro da Academia Diplomática da Chancelaria venezuelana, à BBC. “O que dizia é que este é um conflito interno, que tem em suas origens a história recente da Colômbia”, acrescenta Egidio.

O ex-presidente da Assembléia Nacional Rafael Jimenez, que foi um aliado de Chávez em sua Revolução Bolivariana, diz não acreditar que o presidente vai “se desvincular de sua aliança estratégica com as Farc”. Segundo Jimenez, o líder venezuelano “só busca lavar o rosto frente à comunidade internacional” em face ao repúdio que provocaram declarações dele que foram interpretadas como uma defesa da guerrilha. “Não é preciso ser um grande analista para perceber que as Farc estão derrotadas no terreno militar e social e o que mais convém é aderir à estratégia, adotada inclusive pela esquerda radical da América Latina, de buscar a via eleitoral para o acesso ao poder”, completou Jimenez.

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