Amorim toma posse e já enfrenta insatisfação
Pela primeira vez Amorim esteve frente a frente com cúpula militar
O embaixador Celso Amorim tomou posse oficialmente ontem à frente do Ministério da Defesa, mas já esbarra com uma insatisfação generalizada das Forças Armadas com o orçamento destinado à área.
Neste domingo, em Brasília, um grupo de esposas de militares e integrantes da reserva protestou durante solenidade da troca da bandeira nacional na praça dos Três Poderes. Eles pediam melhores salários e criticavam o que chamam de sucateamento das Forças. A manifestação foi feita na presença do comandante-geral do Exército, general Enzo Peri.
Os problemas orçamentários da Defesa, que sofreu pesado corte no início do ano por ordem da presidente Dilma Rousseff, foram apontados como motivo de insatisfação de Nelson Jobim, que acabou deixando o cargo depois de uma sequência de declarações polêmicas.
As reivindicações salariais são mais fortes na base da carreira. Taifeiros, soldados, cabos e sargentos, segundo os familiares, recebem soldo incompatível com o trabalho que exercem, se comparado com os rendimentos de profissionais da Polícia Militar e de bombeiros do Distrito Federal. "Nosso salário é terrível", resume Genilvaldo da Silva, presidente da Associação dos Militares da Ativa, da Reserva e Pensionistas.
Mas para que trabalhador quer aumento? Ele vai acabar gastando naquilo que não deve. Deixe os aumentos para os deputados, senadores, presidente, ministros e principalmente para os ministros dos Tribunais.
Afinal, são esses que garantem toda a sacanagem.
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