quinta-feira, 11 de agosto de 2011




Educação vem de berço



Gerson Tavares



Isso eu aprendi desde pequenino, que a educação vem de berço. Escola instrui, mas educar é dentro do lar. Pai e mãe são os responsáveis e são eles que fazem de cada cidadão uma pessoa de bom trato. E lendo domingo uma reportagem dos repórteres Adriana Vasconcelos e Gerson Camarotti no jornal “O Globo” eu cheguei à conclusão que a razão está com aquele pai que coloca “freio” nas explosões de seus filhos.

Vivi a maior parte dos meus dias dentro de estúdios de rádio e televisão, primeiro como comandado e depois como comandante de equipe de trabalho. Foi de assistente de produção a diretor de programa e fora dos estúdios fui diretor de departamento e sempre querido pelos meus companheiros de emissoras.

Nunca fui ríspido com os companheiros e sempre que podia era com eles que eu curtia os momentos de descontração, depois dos programas. Uma curtição que só me dava prazer de estar entre amigos. Nas reuniões ninguém levantava a voz e tudo sempre foi resolvido com o respeito profissional e com a camaradagem de companheiros. Pelos ensinamentos que recebi, eu seria assim sempre, estivesse eu em qualquer cargo ou lugar, mas quis a vida que estivesse sempre junto a pessoas de bem.

Mas isso eu aprendi em casa, quando meus pais sempre diziam que só entre amigos encontramos os acertos para a vida profissional. Mas pelo visto nem todos os pais ensinam assim ou se ensinam, alguns filhos não acatam este ensinamento.

Pelo que deu para ler neste domingo passado, a presidente Dilma não foi assim ou não aceitou ser assim educada e faz do seu estilo explosivo uma barreira entre ela e muitos dos seus auxiliares e até aliados. Até mesmo o seu secretário particular já pediu demissão do cargo, várias vezes.

Chega-se a conclusão que o Nelson Jobim não elogiou o Fernando Henrique de graça quando disse que o ex-presidente nunca levantou a voz e nem constrangeu nenhum dos seus auxiliares que ele tinha como companheiros de trabalho. Lula também foi elogiado por Jobim por ser apenas uma pessoa que respeita o seu semelhante.

Mas voltando a "dona" Dilma, muitos dizem que ela não suporta repetir ordens e não esconde sua ira quando isto se faz necessário. Dizem ser isso “temperamento forte”, mas para mim é falta de educação. Ela não fica nem envergonhada quando chega a chamar o chefe de cerimonial de uma solenidade à atenção na frente de todos como se ele não passasse de um “capacho”. E isso aconteceu a duas semanas atrás quando ela deu um susto nos governadores nordestinos que participavam da solenidade em Arapiraca, interior de Alagoas. Todos ficaram boquiabertos e preocupados com a descompostura que Dilma passou no auxiliar.

E tantas outras vezes ela tem destratado as pessoas e até o ministro da Justiça já falou com pessoas de seu convívio que já ficou incomodado com uma cobrança dura que a Dilma fez a ele. Quanto ao Mantega, esse já nem tem mais conta pelas “broncas” que já levou e sempre na frente de outras pessoas, mas parece que ele precisa muito do emprego e vai engolindo um sapo a cada encontro com a presidente. Dizem que ela faz isso para mostrar que é ela quem manda, só que ainda auxiliar de Lula, vez por outra ela mostrava seu destempero com seus comandados e até mesmo com colegas de ministério.

Eu que nunca pensei em ser parte de governo, nessa hora até que gostaria de estar ali, no lugar de algum daqueles “babacas”. Se ela vem me dar uma bronca dessas que ela se acostumou a dar na sua “gentalha”, tenham a certeza que ela nunca mais daria bronca em mais ninguém.

Ela iria ouvir tudo aquilo que seus pais nunca falaram.

2 comentários:

Norberto Paranhos disse...

Mas basta olhar para a Dilma que já dá para sentir que educação alí passou ao largo.
Quanto aos seus ministros ouvirem suas broncas e calarem, são todos uns covardes que têm medo de perder a boca. Escutam e ainda devem achar bonito, desde que isso garanta sua colocação.
Cada canalha merece o chefe que tem.

Norberto Paranhos
São Paulo

Anônimo disse...

E você acha que uma debiloide como a Dilma pode ter educação?