quarta-feira, 3 de agosto de 2011



"Fichas-sujas" querem salários retroativos

Janete Capiberibe (PSB-AP), João Pizzolatti (PP-SC) e Magda Moffato (PTB-GO). Neste trio não há esperança


Nada que seja novidade. Tudo que vai acontecer daqui para frente já estava escrito e era esperado. Depois de garantirem o mandato por meio de decisão Judicial, deputados antes barrados pela Lei da Ficha Limpa, ou que assumiram em lugar de colegas cassados, procuram agora recuperar o dinheiro que teriam perdido no tempo em que ficaram fora da Câmara.
Parlamentares desse grupo que tomou posse após o início do novo Congresso em 1.º de fevereiro estão se movimentando para tentar receber salários retroativos ao período compreendido entre a decisão da Justiça e o início efetivo do mandato.

E na maior, ao “safardanas” já apresentaram um requerimento formal à Mesa da Câmara, através do deputado Francisco Araújo (PSL-RR), e o deputado João Pizzolatti (PP-SC) está fazendo consultas à assessoria jurídica para saber se cabe um pedido de ressarcimento à Casa. Araújo assumiu o mandato no dia 12 de maio na vaga de Chico das Verduras (PRP-RR), cassado pela Justiça Eleitoral por compra de votos, em 11 de fevereiro deste ano.

Não é que o “salafrário” está se sentindo prejudicado pela demora da Mesa em lhe entregar o cargo e solicitou os salários, auxílio-moradia e verbas devidas aos parlamentares no exercício do mandato retroativamente à decisão judicial que afastou o antecessor? O deputado Pizzolatti assumiu no dia 13 do mês passado com as deputadas Janete Capiberibe (PSB-AP) e Magda Moffato (PTB-GO).

Os três garantiram mandato beneficiando-se do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) na Lei da Ficha Limpa. Os ministros do STF decidiram, em março, que a lei não poderia ser aplicada nas eleições de 2010. Antes considerados fichas-sujas, os três recuperaram os registros e tiveram seus votos validados.

Já que os ministros do STF lavaram as fichas dos três, seria uma boa hora para que tirassem o dinheiro dos salários dos ministros para pagar aos “safardanas”.

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