Gerson Tavares
Sempre critiquei o Nelson Jobim durante sua "estada" como ministro da Defesa. Exibicionista, falastrão, vaidoso e em certos momentos até deselegante em suas explanações.
Achei que ele não foi legal quando acatou as ideias de Lula de decidir qual o “caça” deveria ser comprado para a FAB e como Lula “falou”, "estava falado". E os técnicos aeronáuticos não foram se quer ouvidos. Errou feio e “soltei os bichos” em cima da dupla. Cheguei a sentir uma “truta” nas artimanhas de Lula com Sarcozy e como muita gente, eu também via que aquela a compra dos aviões franceses poderia servir para tirar uma fabrica de aviões do buraco, já que a empresa estava à beira da falência. Lembrei então que Lula não pensou assim para salvar a Varig.
Lula saiu e Jobim continuou no governo ao lado de Dilma Rousseff. Os “caças” ficaram no esquecimento e o Nelson Jobim começou a sentir que os ares não estavam bons para ele. E foi aí que o “falastrão” falou mais alto.
Todos sabem que ele é amigo de Fernando Henrique e quando dos 80 anos do amigo ele falou dos “idiotas”. Sem dar nomes e muito menos endereços, Jobim deixou no ar e muita gente “colocou a carapuça”. Nelson sem dar ouvidos para a turma do governo na se furtou em seu direito de falar que em 2010 votou em José Serra. E foi aí que a coisa começou a “pegar”.
Jobim explicou suas respostas, mas os petistas e aliados não entenderam e começaram a “puxar o tapete”. E no meio de tantos escândalos por corrupção no governo Dilma Rousseff, com a derrocada de ministros que estavam tranquilos em suas salas de “negociatas”, a turma precisava de uma linha de vista que desviasse a atenção.
E como Jobim “não tem papas na língua”, em entrevista ele falou sobre Ideli Salvatti e ainda sobre a Gleisi Hoffmann e foi aí que a preocupação chegou até Dilma. O triunvirato feminista foi atingido. Era hora de dar um basta, mas como mandar o “cara” para casa?
Falar que ele é corrupto? Não, não dá. Falar que foi porque ele foi franco em suas opiniões? Até poderia ser, mas ainda assim seria muito radical por parte daquela que nunca fala a verdade. E assim Dilma Rousseff, em sua ânsia de ser a “toda poderosa”, mandou para casa uma pessoa honesta e continua cercada de uma “quadrilha de corruptos”.
Só que o Nelson Jobim é uma pessoa inteligente e culta e sabendo que estavam querendo a sua cabeça, depois de ir a Tabatinga, Amazonas, em seu último compromisso no cargo, onde participou do lançamento de um Plano Binacional de segurança fronteiriça entre o Brasil e a Colômbia, voltou a Brasília, atendendo ao chamado de Dilma Rousseff e já compareceu ao Planalto pronto para passar a Pasta. Tinha certeza que Dilma já não conseguia mais engolir as verdades e assim assinou de imediato seu pedido de demissão.
Lógico que Dilma ficou feliz, porque afinal já pode dizer aos quatro cantos que um dos seus ministros não foi corrupto. Jobim saiu “porque fala demais”.

Um comentário:
E ai, será que vai sobrar algum ministério nesse governo?
Isto é que é um governo de bandidos, o resto é trombadinha.
Postar um comentário