quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mais de dois bilhões acima do previsto



Gerson Tavares



Até não gostaria de estar voltando ao assunto, mas é impossível deixar passar tanta roubalheira como a que vem acontecendo neste “desgoverno” petista. Muito dinheiro já foi jogado no ralo e “obras” que é bom não acontecem.

Segundo falam, “obras em andamento” que são administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já tiveram acréscimos de preços na casa dos R$ 2,6 bilhões. Já eu digo que não são “obras em andamento” e sim “projetos aprovados”, mas como eles “fingem que fazem obras”, vamos falar então dos aditivos contratuais que são apontados como uma das maiores brechas para irregularidades no órgão. Dos contratos de “obras em curso”, 14% registram aditivos acima do limite legal, de 25% do preço inicial acertado.

Um documento, com propostas de saneamento no órgão, sugere entre medidas a serem adotadas em curto prazo, que as obras não tenham aditivos acima de 25% do preço original, “como forma de inibir a prática nefasta do jogo de planilhas”. O limite foi fixado pela lei das licitações e o seu desrespeito é objeto de reiteradas críticas do Tribunal de Contas da União (TCU) aos contratos de obras do departamento. Só que como estamos lidando com “espertalhões”, eles chegaram à conclusão que tudo pode ficar “legal” se em cada obra sejam praticados seis, sete aditivos, que é exataente o que eles estão fazendo agora. Cada um com os 25% permitidos, as obras têm um aumento, muitas vezes, de mais de 150%.

Mas o Dnit falou que existem aditivos de mais de 25%, mas que só atingem serviços de natureza continuada, como a manutenção de rodovias. O limite não se aplicaria à prorrogação de prazos desses serviços, com a mesma empreiteira, mas como as empresas vivem fazendo consórcios, os mesmos “donos” sempre saem ganhando.

Alguns engenheiros dizem que se fossem feitos alertas aos gestores do sistema, essas irregularidades poderiam ser evitadas, mas por tudo que se vê, a desorganização do órgão é proposital, para deixar caminho livre à corrupção.

Não tem mais jeito. Ficou constatado que são todos ladrões.

2 comentários:

Luana França disse...

Esta é uma modalidade que oa governantes descobriram para ficar com a maior parte. Ele atrasam as obras e depois é só pedir mais dinheiro porque tudo está mais caro.
E o interessante disso tudo é que o custo de vida não aumenta para o povo, mas para o custo das obras do governo cresce todo dia.
É isso aí, eles são todos uns ladrões.

Luana França
Belo Horizonte

Anônimo disse...

Denit é por acaso o nova sigla no lugar de Desip? Sér é por que essa quadrilha saiu sem habeas-corpus?

Se todos os bandidos sairem sem pagar pelas penas, breve nova quadrilha estará em ação.

é Hora de moralizar, mas também, como se isso fosse possível com Dilma no comando.

Se ela não for presa junto, tudo vai ser sempre assim.