Dilma chama PR antes de qualquer fala do ex-ministro

O senador e ex-ministro Alfredo Nascimento durante discurso no Senado
O ex-ministro Alfredo Nascimento voltou ao Senado e foi à tribuna, fato este que eu já esperava e ninguém duvidava. A dúvida estava naquilo que ele poderia falar. E foi exatamente por essa dúvida que ás vésperas do seu discurso, mesmo com a promessa de que ele iria apenas defender o partido, Dilma deu mostras que estava preocupada com o que poderia acontecer depois da fala do ex-titular do Ministério dos Transportes, porque foi com a sua saída que o Brasil foi sabedor que aquela Pasta não passava de um covil de larápios.
Tanto é verdade este temor de Dilma, que a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) chamou na segunda-feira ao Palácio do Planalto o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), e o ex-líder Luciano Castro (RR).
Ideli disse aos deputados que, de acordo com o prometido pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), "não haverá caça às bruxas e o PR é um dos parceiros preferenciais do governo". Portela e Castro disseram a Ideli que o discurso de Nascimento será apenas "protocolar" e de defesa de imagem.
E ontem foi o dia “D” com o ex-ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, falando na tribuna do Senado, em um discurso que durou cerca de 45 minutos, que renunciou ao cargo de ministro dos Transportes porque não recebeu apoio do governo.
E falou Nascimento: “Em momento algum, pedi ou determinei ação de que pudesse me arrepender ou me envergonhar. Como é possível agora, e somente agora, ser submetido a julgamento desprovido de provas de maneira tão sumária? Renunciei ao cargo de ministro diante dos ataques a mim proferidos porque não recebi do governo o apoio que me havia prometido a presidente Dilma Rousseff”.
Se ele falou a verdade ou não eu não sei, mas a assessoria do Palácio do Planalto afirmou que o governo não irá se manifestar sobre as declarações do ex-ministro e é aí que pergunto: “será que a Dilma não tem como se defender”?
Como Nascimento já havia ocupado o cargo de ministro dos Transportes na administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele então resolveu usar esse período para sua defesa: "Nos mais de seis anos em que fui ministro do governo meu trabalho jamais foi questionado. Foram anos de trabalho incansável no governo ao lado de ministros como o ministro Paulo Bernardo, do ministro Guido Mantega, e também da então ministra Dilma". Aliás, como ouvi alguém falar: “companhias nada recomendáveis”.
E foi aí que o meu amigo “Zé Doidão” me ligou e me deu de bandeja essa informação. Disse e eu sei que é verdade que tem informantes em todos os postos chaves do governo e ficou sabendo que “para conseguir emprego público nessa Administração, o único documento necessário é o atestado de maus antecedentes”.
Pobre Brasil!
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