terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Presidente do Senado sabe o que faz


Pilantra é pilantra mesmo

Gerson Tavares







Tenho impressão que o governo não sabe o que custa para um trabalhador comprar uma televisão. O governo não sabe em quantas prestações o pobre trabalhador compra seus eletrodomésticos. Realmente quem está lá em Brasília não sabe ou finge que não sabe. E entre esses “safardanas” está o presidente do Senado, Renan Calheiros, que é um dos membros do PMDB que mais trambiques costuma dar.

Não entendi bem porque ele fez um pronunciamento em rede nacional de televisão para fazer uma prestação de contas das atividades da Casa no ano e então causou um mal estar sem precedentes na população brasileira. Para dar início as suas exposições, Renan começou lembrando as manifestações que levaram às ruas mais de um milhão de brasileiros em junho. Só esqueceu de falar que foram os políticos que estão governando o País que também levaram os baderneiros para as ruas numa modalidade de enfraquecer o movimento legítimo de um povo ordeiro.

Disse ele que 2013 entrará para a história como o ano da mudança nas instituições brasileiras. “Tivemos uma demonstração de cidadania”, afirmou o presidente do Senado. Só esqueceu de falar que ele e um dos piores políticos que já passaram pelo Senado. Sim, porque só depois de muito cobrado, Renan resolveu devolver o dinheiro que foi gasto para usar um jatinho da FAB para ir a clínica onde fez implante capilar. Claro que ele não iria devolver ao cofre da República o valor que foi gasto com a aeronave e sim, armou um esquema com o “ministro” da Defesa, que é quem manda na Aeronáutica, e devolveu só R$ 27.385,27, coisa, que na verdade não cobre as despesas com o uso do equipamento, as horas de trabalho e voo da tripulação, a manutenção e abastecimento do equipamento e por aí vai tudo que é necessário para uma aeronave sair do solo para uma viagem. Mas como o Amorim também faz parte da “patota”, assinou em baixo que tudo ficou em pouco mais dos R$ 27 mil. Mas discutir o que e com quem? Esta é só mais uma das chamadas “coisas de bandidos”.

Também o Renan falou que decisão do STF sobre doações para campanhas é “invasiva”. Mas ele invade a dignidade de qualquer cidadão e acha normal. O que é normal para o cidadão não é para Renan, mas quando Renan faz as imoralidades dele, Renan acha que o cidadão tem que calar e aceitar.  

Renan descreveu os anseios da população, como saúde, educação e transporte público de qualidade. O senador falou que, em menos de 20 dias depois do início das manifestações, a Casa conseguiu “aprovar leis modernas no Brasil”. O presidente do Senado passou, então, a listar alguns projetos aprovados, como a derrubada dos 14º e 15º salários dos parlamentares, a perda automática de mandato para qualquer parlamentar que for condenado em processos de improbidade e crime contra a administração pública e o fim do voto secreto em casos de cassação de mandato e vetos presidenciais.

Então o Renan afirmou que o corte de “alguns benefícios” fizeram o Senado economizar R$ 260 milhões. E para completar disse que o dinheiro que, “por nossa recomendação”, será revertido à sociedade em projetos sociais.


Será que alguém acreditou?

Disto ela entende


Dilma e a guerra psicológica





Na mensagem de fim de ano em cadeia de rádio e TV, a presidente Dilma Rousseff criticou "alguns setores" que fazem "guerra psicológica" e podem "inibir investimentos". Aproveitou para listar medidas de seu governo após as manifestações de junho e fez um apelo aos jovens para que comparem o Brasil de hoje com o do passado.


"Se alguns setores, seja por que motivo for, instilarem desconfiança, especialmente desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas", disse a presidente, na fala de 10 minutos.

Falou Aécio


'Autoelogio e campanha eleitoral' na TV







O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), provável candidato ao Palácio do Planalto no ano que vem, acusou a presidente Dilma Rousseff de usar o pronunciamento de fim de ano em rede nacional, realizado ontem (29), para fazer "autoelogio e campanha eleitoral". "Sob o pretexto das festas de fim de ano, a presidente volta à TV para fazer autoelogio e campanha eleitoral. Lamentavelmente, a oposição não pode pedir direito de resposta", escreveu Aécio em sua página oficial no Facebook.

No governo estão fazendo “troca-troca”

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Candidatos têm até abril para deixar cargos






O prazo ainda tem muita estrada pela frente, mas a presidente Dilma Rousseff não vai esperar o 5 de abril chegar para desincompatibilização dos ministros que pretendem concorrer a um cargo eletivo nas eleições de outubro.

Mesmo com a determinação da Lei Complementar de número 64/1990, para promover a tão esperada reforma ministerial, Dilma está dando cartão vermelho para o “bando” que quer ter o “próprio cofre”. E a própria presidente já anunciou, que para cumprir a lei eleitoral, ela poderá começar a reforma na segunda quinzena de janeiro e concluí-la até o carnaval, no começo de março.


Um novo bloco está se formando e com a vantagem, poderá desfilar e sem perigo da polícia criar caso.

Modo petista de ser

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O tempo passa, mas as atitudes ficam









Quando o assunto é “dividendo”, não existe partido nem homem. Todos são iguais. A Prefeitura de São Paulo mantém contratos de fornecedores com índices anuais de reajuste que chegam a representar até o dobro da inflação do período. Nos últimos dois anos, por exemplo, a soma dos reajustes dos serviços de asseio e conservação de unidades municipais, como prédios públicos, alcançou 22% de incremento, quando a inflação foi de 11,2%.

Distorções entre as taxas praticadas pelo mercado e as do Município do Haddad também podem ser observadas no contrato de varrição das ruas. Os reajustes acumulados de 2012 e de 2013 dos valores pagos às concessionárias Inova e Soma foram de 19,4%, ante os mesmos 11,2% do IPC-Fipe. Ambos os contratos seguem uma regra municipal criada há 26 anos.


Por incrível que possa parecer, aquelas empresas passaram pela gestão Marta Suplicy, entre 2001e 2004, mas foram alijadas de um contrato de varrição que José Serra achou por bem modificar. Mas o Serra saiu da Prefeitura para concorrer ao governo do Estado em 2006 e o contrato foi recuperado pelo então prefeito Gilberto Kassab, que já naquela época estava namorando com o PT. assim sendo, o Haddad que não é de jogar dinheiro pela janela, tratou de manter tudo como estava programado e vai faturando a sua parte tranquilamente.