quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Servidor baiano festeja a Independência




Mas este Jaques Wagner tem uma pinta de “safardana”...


O Plano de Saúde que cobre 468 mil servidores do Estado que foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia é para arrasar de vez com a saúde dos beneficiários. Segundo a ”teia” que o governador Jaques Wagner armou, entre outras mudanças previstas no plano com sistema de coparticipação, está previsto um reajuste de 22% para 40% do valor cobrado sobre os cônjuges dependentes.

O sistema de coparticipação reproduz a mesma lógica dos planos privados e prevê um limite de cota anual de procedimentos. Acima do limite, o servidor terá custos adicionais. O beneficiário terá o direito apenas a 12 consultas, 20 atendimentos de emergência, 30 exames e 08 exames de alta complexidade por ano.

Caso o servidor precise ultrapassar essa cota, terá que pagar um valor adicional de 20% do custo do procedimento. O projeto cria, ainda, novas faixas de cobrança a partir do salário do servidor. A lei aprovada entra em vigor quando publicada no Diário Oficial, o que ocorrerá logo após sanção do governador.

A alteração no Plano de Saúde que cobre a maioria dos servidores baianos, imposta pelo Governo Wagner em caráter de urgência, segue a mesma lógica do contingenciamento de verbas nos serviços públicos do início do ano. Com a desculpa da crise internacional, apesar do crescimento econômico do Estado e do Brasil, o governo impõe cortes ao funcionalismo público e tem, sistematicamente, atacado os seus direitos. No caso do PLANSERV, o governo restringe ou quase veta o acesso do trabalhador à saúde.

Este só pode ser “plano” do Jaques Wagner de diminuir o número de servidores no Estado. Sim, porque com a limitação de consultas, urgência e exames, vamos ter problemas sérios com a saúde de muitos servidores. E para exemplo, podemos imaginar o caso do professor, que por sua função faz uso da voz e caso aconteça alguma coisa com suas cordas vocais, sem poder ir ao médico, pode até perder sua capacidade de trabalho.
Mas se o professor perder a voz, ninguém será culpado. Quanto a Independência, esta fica com os políticos enquanto com os servidores baianos, fica a morte do Plano de Saúde.

3 comentários:

Waldo Dornelles disse...

Para esses governates o servidor tem mais é que morrer. O Wagner é um presente de grego que recebemos por aqui. Moro em Salvador, não sou servidor público, mas vejo o drama deles. Sou mineiro e também lá o servidor é pisado pelos políticos. Quer dizer: só os cabos eleitorais tem as mordomias e os outros nem aquilo que teria por direito.
São todos iguais.
Waldo Dornelles
Salvador

Juvenal Loureiro disse...

Nós, servidores, não temos nada para festejar. A Bahia nunca esteve tão mesquinha com seus servidores como agora. Mas se eles estão lá, foi o povo que votou. O jeito é aturar.

Juvenal Loureiro
Feira de Santana

Dani Gama disse...

Não tenham duvida de que para o professor esse foi o pior governo que já existiu! ouço isso de cem por cento do professores. E a URV? já foi paga para outras categorias e para o professor até agora NADA. Sempre em ultimo plano. As escolas sofrem carência brusca de professores de Geografia, História, Filosofia. E as turmas nas universidades estão menores a cada ano. Se há dez anos atrás se formavam 30 numa turma, hoje se formam no máximo 15. Daqui a dez anos é bem possivel que as faculdades para licenciatura nem existam mais. Aí quero ver o que ainda poderá acontecer de pior nesse quadro da educação, tão importante e tão desprezado pelo poder público há tantas décadas.