terça-feira, 5 de agosto de 2008

BRASIL

Presidente do Senado propõe três semanas
de recesso branco até as eleições






Feliz, Garibaldi organizado, só pensa nas férias







BRASÍLIA – Estava demorando. Com o esperado esvaziamento do Congresso em conseqüência das eleições municipais, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), defendeu ontem a realização de três semanas de “recesso branco” até outubro. O novo recesso seria na terceira semana de agosto e nas duas últimas de setembro. Nesse período, os parlamentares ficariam livres de comparecer ao Congresso e poderiam se dedicar às campanhas municipais.

Dessa forma, os parlamentares trabalhariam às terças, quartas e quintas-feiras em duas semanas de agosto, outra em setembro. Na prática, os senadores trabalhariam somente nove dias em Brasília nos próximos três meses. O senador, no entanto, disse que o “recesso branco” do Congresso até outubro não significa período de “descanso” para os parlamentares.

“Quando diz folga, dá a impressão que os senadores vão para a praia. Não tem nada de folga. Vão cumprir um dever cívico que é participar de uma eleição municipal, que é importante”, afirmou Garibaldi. Ele convocou reunião com os líderes partidários do Senado para hoje, quando vai apresentar a sua sugestão do cronograma de trabalhos até outubro. Os líderes também vão definir a pauta de votações nas semanas de "esforço concentrado" para evitar a paralisia total dos trabalhos do Congresso.

A expectativa de Garibaldi é que os senadores definam somente matérias de consenso para entrarem na pauta da Casa Legislativa até outubro. “Matéria polêmica é outra história porque aí sofre obstrução e precisa de debate”, afirmou.

Garibaldi criticou, por exemplo, o fato do Senado não ter fechado acordo para votar antes do recesso de julho o projeto que proíbe a candidatura de políticos com “ficha suja” na Justiça.

2 comentários:

Anônimo disse...

Folgado esse tal de Gari. Ferias logo após descanso. Isso é coisa de 'safado'. Pobre do nosso dinheiro.


Valéria Couto
Copacabana

Anônimo disse...

E lá vai pelo ralo o meu, o seu, o nosso pobre dinheiro.


Alberto Cano
Mesquita RJ