segunda-feira, 28 de maio de 2012


Jogando para a galera

Gerson Tavares
 



Com o dia de abertura da Rio+20 chegando, eis que a Dilma tratou de mostrar que está do lado certo, sempre em defesa do meio ambiente. E o pior é que tem gente que acredita nessa "cascata", já que estamos vivendo momentos de "Cachoeira".

Na sexta-feira a presidente Dilma Rousseff sancionou o novo Código Florestal, mas como ela sabe que depende muito dos políticos e uma grande parte desses  é formada de ruralistas, ela resolveu montar seu esquema com 12 vetos. Os ambientalistas pediam o veto total do novo código, mas pelo que deu para notar, os ruralistas tinham interesses que não podiam ser abalados.

Dirigentes de entidades ambientais garantem que os vetos parciais da Dilma foram muito mais para atender a base aliada do governo, do que mesmo para defesa do meio ambiente. Todos queriam o veto total daquilo que saiu da Câmara, mas como deputados e senadores são em grande parte ruralistas ou pelo menos representantes da “classe”, ou ela atendia a turma, ou então se dava mal daqui para frente.

E Dilma não é boba e sabe que precisa muito dessa turma para garantir o seu governo por mais dois anos e meio. Mas ficou claro que é exatamente por total falta de conhecimento de grande parte dos brasileiros sobre o verdadeiro texto aprovado pelo governo que ela tratou de montar esse circo. Dizem que nem mesmo os ministros que participaram do ato da presidente, tem a menor noção daquilo que está ali naquele papelada.
  
Quem teve a oportunidade de estudar aquilo que foi assinado pela presidente, ficou sabedor que o veto parcial daquilo que a o Parlamento mandou para o Executivo e que já era um descalabro, depois dos vetos parciais virou um crime. Com tudo montado e construído para o bem dos grandes desmatadores através de anistias e facilidades. Isso tudo feito sem o menor diálogo entre os seguimentos da sociedade.

Se a Dilma tivesse boas intenções, ela teria vetado em sua totalidade o novo Código criado por políticos interesseiros. Mas não, ela não pode melindrar aqueles que podem dar ou não a tranquilidade necessária para governar sem problemas.

Se Dilma fosse presidente para todos os brasileiros, ela teria vetado totalmente aquele arremedo de Código e começaria uma nova discussão, mas desta vez, com honestidade.

Falei e disse.

Frase da semana

“Enquanto a emenda contra o trabalho escravo tramitou dez anos e meio até sua aprovação, o projeto que garante a candidatura de quem teve contas de campnha reprovadas foi votado em 13 dias”

Esta é a frase do deputado federal do PSOL/RJ, Chico Alencar, depois que os “safardanas” resolveram por fim a força do Tribunal Superior Eleitoral e resolveram aprovar um projeto que livra todo e qualquer “safado” de prestar contas do dinheiro que gastou e como gastou, em sua campanha ou não. Sim, porque uma grande maioria gasta dinheiro para comprar votos e isso não é gastar com campanha.

Mas vejam como, quando é para falar de “sacanagem” neste Brasil, o numero “13” está sempre presente. Treze dias para aprovar essa “sacanagem” para com o cidadão brasileiro.


Mas que número azarão esse tal do 13.

Ministério da Saúde informa...


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“Tchuchuca” ou “tigrão”, ele

não passa de “paspalhão”




Fernando Francischini
soltou os bichos. 
Pobre Rosinha



O deputado Fernando Francischini, do PSDB/PR, chamou o relator da CPI, Odair Cunha (PT-MG), de “tchuchuca”, ao criticar as perguntas feitas pelo petista ao ex-vereador de Goiás Wladimir Garcez durante reunião da CPI do Cachoeira na quinta-feira passada. Wladimir é apontado como um dos principais auxiliares de Cachoeira.

Francischini falou que quando o relator fazia perguntas, tanto sobre a Delta nacional e também sobre o governador Agnelo Queiroz,Garcez se fazia de “tchutchuca”. Quando perguntava sobre o governador Perillo, aí ele virava o “tigrão”.

Segundo o Francischini, depois que o Garcez leu um breve depoimento, Odair Cunha fez uma série de perguntas ao ex-vereador sobre o envolvimento da quadrilha de Cachoeira com o governador de Goiás, Marconi Perillo, que é do PSDB. Mas na hora de falar do Agnelo Queiroz, seguindo o que foi combinado com o comando da “quadrilha”, apenas uma pergunta sobre a ligação com o Cachoeira foi feita.

E foi aí que os deputados tucanos Fernando Franchischini, do Paraná, e Carlos Sampaio, de São Paulo, passaram a acusar o relator da CPI de direcionar as perguntas para prejudicar o governador de Goiás e salvar os governadores aliados.

Mas o PT está de plantão e logo o deputado Dr. Rosinha, do PT/PR, saiu em defesa do relator e abriu discussão com o tucano. Rosinha falou que alguns parlamentares usam “palavras de efeito” nas sessões abertas da comissão para “aparecer na mídia”, acusando o Francischini de estar “jogando para a galera”.

E foi aí que o tempo quase fecha, porque diante da crítica, Fernando Francischini se colocou de pé e, com dedo em riste, iniciou um bate-boca com Dr. Rosinha. E falando com firmeza quase "despetalou a rosa: “Não admito que alguém me diga que eu não tenho moral para criticar o relator. Um relator que é “tchuchuca” quando a questão envolve o PT, e é “tigrão” quando envolve o PSDB. Fiquei de pé para mostrar minha indignação”.

Então o Rosinha, afinando, falou que apenas criticou a mudança de postura dos parlamentares quando as sessões da CPI são abertas. Segundo ele, para aparecer nos jornais, os deputados e senadores agridem os colegas. O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), teve de intervir para serenar os ânimos.

Dizem que Rosinha está até agora retocando a maquiagem. 

Doar sangue é salvar vidas
Rua Frei Caneca, 8
Centro – Rio de Janeiro
Tel - 21 22999442

Laranja podre na beira da estrada



Fernando Cavendish
é laranja de Cachoeira



Assim como eu acho que o Fernando Cavendish não passa de um “laranja seleta” do Carlinhos Cachoeira na Delta, outros “laranjas” estão aparecendo pelo País que tiveram os seus nomes aproveitados para lavar dinheiro sujo desses empresários e políticos que já deveriam estar na cadeia à muito tempo.

Mas como estamos num País desgovernado, nada acontece para que possa dar uma posição de moral e ética e assim, procurar fazer do brasileiro um ser mais otimista em relação ao futuro.

E o pior é que os “bandidos políticos” estão levando pessoas humildes a terem problemas, agora mesmo mais um “laranja” da Delta foi descoberto na periferia de São Paulo. O desempregado Eufranio Ferreira Alves, um senhor de 65 anos, entrou no esquema da Delta e do Carlinhos Cachoeira. Ele é sócio da RCI Software e Hardware, empresa que sacou R$ 196 mil da Pantoja, que era abastecida com dinheiro da empresa Delta e pelo que ja se sabe, o pobre Eufranio nem viu a cor do dinheiro.

É uma vergonha ver que Fernando Cavendish esteve todo esse tempo usando pessoas humildes para roubar dinheiro do povo.

Mas ninguém me tira esse pensamento: Cavendish é “laranja seleta”.