sexta-feira, 18 de julho de 2008



MUNDO

Para base de Kirchner, veto de vice é incompreensível





Julio Cobos diz que não renunciará ao cargo


BUENOS AIRES – O chefe da bancada kirchnerista no Senado, Miguel Ángel Pichetto, afirmou ao jornal argentino Clarín, ontem, que o voto do vice-presidente Julio Cobos contra a resolução apresentada pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, é incompreensível. Horas após a votação que derrubou a proposta de aumento dos impostos sobre as exportações agrícolas, Cobos reiterou que não renunciará, pois isso seria trair a vontade popular.

Após 16 horas de debates, a votação do projeto do governo acabou em empate. O voto de Minerva coube ao vice-presidente Cobos, que também é presidente do Senado. Contrário ao projeto, Cobos chegou a cogitar votar com o governo para evitar o agravamento da tensão política, mas acabou votando contra. Ao reafirmar que não pretende deixar o cargo, o número dos do governo afirmou que a proposta de Cristina dividia o próprio Partido Justicialista (peronista) e o país. Além disso, faria um mal às instituições democráticas, acrescentou ao destacar que não responderá aos deputados governistas que o chamaram de traidor e pediram sua renúncia.

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