sexta-feira, 18 de julho de 2008



Sem acordo, greve dos Correios continua




Funcionários estão unidos na greve



SÃO PAULO – Os funcionários dos e a empresa Correios não chegaram a um acordo ontem e a greve deve continuar. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) tinham até o meio-dia para manifestarem suas respostas à proposta sugerida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), no último dia 15, mas ambas apresentaram contrapropostas. O ministro do TST, Rider Nogueira de Brito, deve avaliar os textos e se pronunciar até hoje a tarde.

A proposta do TST determinava o pagamento definitivo de uma gratificação de 30% aos carteiros, a serem calculados sobre o salário base de cada um e pagos proporcionalmente às horas trabalhadas em serviços de coleta e entrega. Além do pagamento de 50% dos dias parados, o TST sugeriu na proposta a proibição de demissões pelo prazo de 60 dias, a partir de 18 de julho. A greve dos correios completou 17 dias ontem.

De acordo com a assessoria de imprensa do TST, a ECT pediu ao Tribunal que conceda uma liminar determinando a suspensão da greve ou manutenção de 70% do efetivo, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 mil. Até que Brito se manifeste, vale a decisão anterior que exige 50% dos funcionários trabalhando, sob pena de multa diária de R$ 30 mil.

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