BRASIL
Lula havia avalizado afastamento de delegado de operação da PF

Lula não quer deixar delegado mexer naquilo que pode ter lama por baixo
BRASÍLIA - Ele falou que Protógenes Queiroz devia continuar na Operação Satiagraha, mas depois avalizou o afastamento do delegado do caso do banqueiro e bandido Daniel Dantas. Este é o presidente Luiz Inácio da Silva. Ele sabe que não pode deixar mexer muito, senão pode sobrar para algum afilhado.
Mesmo com o esforço para apagar o incêndio, a crise acabou chegando à ante-sala e até chegou a abrir a porta da sala do presidente, com conversas gravadas do advogado e petista Luiz Eduardo Greenhalgh com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que sabe dos perigos, também teria manifestado irritação com a exposição de seu nome no caso.
Em conversa com o presidente, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que ele e o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, consideravam “insustentável” a permanência de Queiroz, apesar da eficiência técnica do inquérito que culminou na prisão de Dantas.
A estratégia da cúpula da PF era, porém, aguardar o encerramento da fase atual do inquérito. Na dúvida se o delegado foi convidado a sair, só se sabe é que se sentindo desautorizado, o Queiroz decidiu precipitar sua saída durante reunião com a cúpula da PF na última segunda-feira.
Agora, não se sabe por cargas d’água, o presidente Lula defende que Queiroz deveria ser mantido no comando das investigações. Segundo o presidente, Protógenes tem obrigação como cidadão de "moralmente" retornar às antigas funções.
E assim, de mal a pior, vai o país dos “Gilmares da vida”.
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