sexta-feira, 12 de setembro de 2008



Tropas são paliativo e tráfico e milícia vão voltar, diz TRE-RJ


Soldados do exercito chegam à Cidade de Deus



RIO – As tropas chegaram para moralizar as eleições. O presidente em exercício do TRE, Alberto Motta Moraes, reconheceu ontem que a atuação das Forças Armadas nas eleições do Rio de Janeiro é um paliativo e que o tráfico e as milícias vão voltar às comunidades assim que as tropas saírem.

Ao avaliar o primeiro dia de atuação das Forças Armadas em cinco favelas da capital para combater os currais eleitorais, Moraes disse que a segurança oferecida é relativa, pois os militares ficarão no máximo três dias em cada uma das comunidades. “Temos a certeza de que, retiradas das tropas dali, é lógico que o traficante vai voltar, o miliciano vai voltar (a pressionar os eleitores)”, admitiu. “Não fomos levar o remédio para curar a doença... é um abafa que está sendo feito e vamos tentar transmitir o mínimo de segurança ao eleitor”, acrescentou Motta Moraes.
Segundo Alberto Motta Moraes, a segurança que o eleitor pode ter é a do sigilo do seu voto. “O voto é do eleitor e ele é absolutamente secreto. É o eleitor que pode garantir a segurança do voto”, afirmou o presidente do TRE. Ele avaliou como “positivo, satisfatório e tranqüilo” o primeiro dia de atuação das tropas no Rio, sem confronto ou ameaça de conflito com traficantes ou milicianos. “Isso já era esperado. Não houve problema nenhum até porque as Forças Armadas adotaram a estratégia de divulgar antecipadamente os locais de ocupação”, completou Motta Moraes.

No dia da eleição, as tropas militares estarão também espalhadas por outros pontos da cidade para garantir a circulação de eleitores, candidatos e jornalistas e para evitar mais pressão de traficantes e milicianos sobre o eleitorado. Outra medida será a proibição do uso de celulares com câmeras nas cabines de votação no dia da eleição. O Tribunal recebeu denúncias de que traficantes e milicianos estariam obrigando eleitores a fotografarem seu voto.

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