Seu voto é a sua arma. Saiba como usá-lo
Gerson Tavares
As eleições municipais estão batendo às portas dos eleitores e a cada dia aumentam mais os escandalos com os candidatos que têm problemas pendentes na Justiça. Mas isso não é privilégio de um ou outro município não. Em quase todos ou mesmo em todos os municípios desse imenso país, sempre tem um ou mais candidatos com aquela ficha suja que dá até nojo.
Resolvi falar desse assunto porque na sexta-feira passada uma notícia foi estampada em vários jornais do Rio. Era a notícia que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) decidiu negar o registro de candidatura ao deputado federal Nelson Bornier (PMDB) para concorrer à prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Bornier foi prefeito da cidade entre 1998 e 2001, quando deixou o posto para concorrer à Câmara dos Deputados. As contas do governo dele não foram aprovadas pela Câmara dos Vereadores de Nova Iguaçu em 2003 e, por isso, ele foi considerado inelegível pelo Tribunal na última quinta-feira.
Até aí tudo bem, afinal, se ele foi condenado tem mais é que deixar que outros concorram e ele fique chupando dedo. Mas ao ver que ele ainda não foi julgado e o STE bateu o martelo que só o condenado, sem direito a mais nenhum recurso, perde o seu direito de se candidatar, cheguei a conclusão que aquela notícia era só uma propanga contra a sua candidatura. Lógico, fui procurar saber o por que da notícia e fiquei sabendo que ela havia partido da turma do outro candidadto que disputa a primeira colocação.
Mas agora, para completar a “sacanagem”, lí no jornal “O Globo” de terça-feira, que o outro candidato, que é o atual prefeito do município e “companheiro de cama e mesa do Lula”, também tem problemas no Ministério Público por manter nomeada uma assessora do vice-prefeito e que só o prefeito não sabe que o cargo não existe, porque o Itamar Serpa, que se elegeu como seu vice, nem se quer foi tomar posse, mas tinha uma assessora que lá estava para receber o salário “numa boa”.
E é aí que vem a surpresa. Pela ação pública por improbidade administrativa mivida pelo Ministério Público contra o prefeito, o “Lindinho” teria que devolver o dinheiro em dobro aos cofres públicos, ser afastado do cargo de prefeito e ter os direitos politicos suspensos.
Pois bem, um juiz considerou que os pedidos ofendiam o princípio da razoabilidade e condenou o prefeito apenas ao pagamento de multa e o candidato continua com a campanha sem medo de “bicho papão”.
Isso tudo quer dizer que, para mandar por aqui “tem que ser amigo do rei”.
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