terça-feira, 15 de julho de 2008

“Voto Nulo já é uma opção”



Gerson Tavares



Sempre fui contra o “voto nulo”. Sempre achei uma falta de civismo deixar de votar naquele que acreditava ser a pessoa certa para me representar em algum cargo. Até por muitas vezes acabei decepcionado com o escolhido, mas outras vezes me senti agraciado pelo bom papel que alguns exerceram. Mas o tempo passou, as opções de um bom voto foram entrando por um funil que a cada eleição se torna menor.

Agora, procurando um candidato e vendo as atitudes dos que estão por aí, deu um nó na minha cabeça. Como votar sem anular meu voto e torna-lo um voto útil? Quem por aí é merecedor do meu voto? Mas como sempre é bom uma segunda busca, mais uma vez chego a conclusão que todos, eu falei todos, não têm a menor condição de me fazer votar sem arrependimento.

Ai começa a minha consciência a me maltratar numa luta contra o coração. O coração diz que devo votar em alguém, mas a cabeça diz que para votar, preciso de candidato sério, coisa que está passando longe dos que se apresentam. Aliás, coisa que está longe até daqueles que aí estão governando em qualquer esfera, seja municipal, estadual ou mesmo federal. E pior ainda, tanto executiva, legislativa e até agora na judiciária.

Por tanto, cheguei à conclusão que voto nulo é votar nessa corja que está aí. Voto nulo é não ter opção para votar em verdadeiro cidadão e votar nesses que estão aí se apresentando como salvadores da pátria. Por tudo isso, eu agora vou optar pelo “voto verdadeiramente útil”. “Voto Nulo”.

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