quarta-feira, 7 de abril de 2010

Paulo Maluf, vergonha nacional

Gerson Tavares

Enquanto o político está fazendo as suas trapalhadas aqui pelo “quintal”, nós vamos “empurrando com a barriga” como se tudo fosse normal. Não tomamos atitude alguma sem notar que esta não é a atitude certa, porque o “safardana”, vendo que ninguém cria embaraços, vai tomando corpo em seus desmandos.

Neste caso está o ex-prefeito, ex-governador e atual deputado federal por São Paulo, Paulo Maluf, o filho da “dona” Maria. Como ele fez mil tramóias e nada aconteceu até hoje, estava abusando cada dia mais. Só que agora o “sapato começou a apertar” e até nos Estados Unidos já tem “justiceiro” em seu encalço e Maluf resolveu apelar. Pensou em uma 'lei' e precisa que ela seja imediatamente implantada no país para que membros dos ministérios públicos, procuradores e promotores, fiquem proibidos de “criar problemas” para os “ladrões do povo”, no caso, ele próprio.

Um projeto prevê condenação para todos aqueles membros da Justiça que tem obrigação de fiscalizar políticos e autoridades. A punição inclui pagamento de multa equivalente a dez vezes o valor gasto pelo acusado.

Mas a resposta dos procuradores foi imediata. Cláudio Lopes, procurador-geral, falou que Paulo Maluf deveria ter vergonha, até porque as legislações, cível e criminal, já punem o servidor público quando há dolo, ou seja, quando há intenção. Diz ainda que o que Maluf quer com este projeto é que o promotor pague de seu próprio bolso por uma punição que pode muito bem ser “orquestrada”. Mas pelo que disse o Maluf, ele tem suas razões para não acreditar nas legislações. Afinal, ele nunca foi punido, mesmo já tendo roubado tanto.

Claro que tudo isso não passa de uma vingança do Paulo Maluf contra uma classe que sempre foi contra os seus desmandos. Mas o pior é que corremos o risco da aprovação desta aberração pelo Congresso.

Assim como Gordurinha cantava que “Baiano burro nasce morto”, eu digo agora que “Político bom, também nasce morto”!

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