sexta-feira, 5 de março de 2010

BB&B, educação de massa


Gerson Tavares

Já falei aqui que nunca vi mais que dois minutos desse tal de BBB que a Globo exibe com tanto alarde. Pedro Bial deixou sua profissão de lado e partiu para uma empreitada que só destruiu a imagem do jornalista que foi.

Mas como eu nunca vi o programa, custei a me ligar no assunto. Agora, depois de tanto ouvir nas ruas, nos bancos, nas lojas e até mesmo em casas que frequento, fui formando um “juízo” do “negócio” que o Boninho tanto curte. Mas ai comecei a “pinçar” as frases que vou escutando aqui e ali.

Em todas as frases e até em orações, dá para sentir que é coisa de “babaca”. As pessoas dizem que “é tudo armado. Ontem deu para ver que está tudo armado para fulano vencer”. Já outro diz que “a fulana vai ter que sair esta semana, ela já vai posar nua para a Play-Boy na semana que vem”. E assim cada um já notou que tudo é uma armação, mas fica vendo aquela coisa.

Não sei o nome de ninguém que está lá na coisa, mas de uma coisa tenho certeza: “Ali não tem ninguém que possa ter algum futuro na televisão”. Pelo que ouvi ontem, todos, mas todos que ali estão, tem seu lugar reservado para voltarem as suas “casas” de trabalho.

E pensar que Assis Chateaubriand trouxe a televisão para o Brasil para ser um veículo de educação. A sua TV Tupi levava o teatro para dentro das casas dos telespectadores. E pensar que em 1961, a Fundação João Baptista do Amaral (TV Rio) instituída em 18/04/61, registrada como personalidade jurídica em 21/11/61 e reconhecida pelo MEC em 21 de novembro de 1961, produziu um curso destinado à alfabetização de adultos sob a direção da Professora Alfredina de Paiva e Souza. Esse curso permaneceu no ar até 1965 e foi a primeira iniciativa em favor de uma TV voltada para a educação e a cultura. Em 1962, Dr. Gilson Amado conseguiu, na TV Continental do Rio de Janeiro (canal 9), um horário, às 22 horas e 30 minutos, para uma programação intitulada "Mesas Redondas", no qual lançou a idéia da Universidade de Cultura Popular. Hoje a TV Globo dá ao povo brasileiro, o “BBB” como cultura popular.

Pobre povo brasileiro. Com tantas peças de teatro, tantos musicais, tantos espetáculos de entretenimento dignos por ai, é esta é a educação que a televisão teima em oferecer.

Um comentário:

Anônimo disse...

O povo quer é safadeza. Enquanto essa turma de homossexuais, garotas de programa e gogo-boys estão em cena, artistas estão procurando trabalho. O sindicato dos artistas deveria cobrar do Ministério das Comunicações, o mau uso da televisão. É hora de dar um basta nessa baderna.


Horácio Lessa

Belo Horizonte Minas