Gerson Tavares
Quando falamos em corrupção vem sempre à imagem do político. Parece que é um requisito necessário para que a pessoa entre para algum partido, ser desonesto. Mas a coisa não é bem assim, porque ainda temos pessoas de bem na política. É bem verdade que precisamos procurar com uma boa lupa, mas ainda dá para encontrar alguém.
Os senhores devem estar pensando do porque estou falando isso, mas tenho uma explicação lógica. As eleições estão aí e muitos daqueles que estão com seus mandatos, já são candidatos nas próximas eleições, alguns ao mesmo cargo e outros tentando galgar outro patamar, mas sempre para continuar “empregado”, mesmo que não tenha nenhuma classificação para tal.
Como bom carioca procuro sempre olhar o meu “quintal”. E como o Rio não é exceção, também aqui os políticos, em sua maioria quase que absoluta, são corruptos. Estamos a sete meses das eleições e procurando ver a situação dos representantes do povo fluminense na Alerj, que tem 70 deputados, mais da metade está respondendo a algum processo. São 37 “safardanas” que respondem a processos que tramitam em alguma esfera, seja estadual, federal ou eleitoral. Os processos incluem de compra de votos à homicídios. Todos eles estão com “rabo” na Justiça, mas nada impede que eles tentem continuar a enganar o povo e garantindo as regalias da lei.
Os Tribunais Regionais Eleitorais (TER) bem que tentaram impedir a candidatura daquelas que estão com pendência na Justiça, mas nem o Congresso nem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram a medida.
Quanto ao Congresso a gente até entende, afinal todos estão comendo no mesmo prato, mas o TSE, que deveria ser o exemplo de Justiça e moral, realmente deu prova que só faz “tudo que seu mestre mandar”. E assim o Brasil vai caminhando cada vez mais para a beira do precipício.
E o povo?... Que se dane!

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