Sessão é interrompida por
Renan e Tasso quase “saem no braço”
Um tremendo bate-boca entre o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) provocou ontem à tarde a suspensão da sessão do Senado, até que os ânimos se acalmassem. Renan Calheiros e Tasso discutiram após o peemedebista ler a representação de seu partido contra o senador Arthur Virgílio (AM).
Na galeria um manifestante, claramente orquestrado pelo grupo de alagoano, perturbava os trabalhos sempre que Renan era atacado. Tasso pediu que fosse retirada do plenário aquela pessoa que estaria se manifestando favoravelmente à representação de Renan. O peemedebista criticou o tucano dizendo que ele era “minoria com complexo de maioria”.
Tasso se irritou e o bate-boca começou: “Não aponte esse dedo sujo para cima de mim”, disse Tasso. “O dedo sujo infelizmente é o de vossa excelência. O dedo dos jatinhos que o Senado pagou”, rebateu Calheiros. “Pelo menos, era com meu dinheiro. O jato é meu. Não é o que o senhor anda, o de seus empreiteiros”, respondeu Tasso.
Tasso se irritou e o bate-boca começou: “Não aponte esse dedo sujo para cima de mim”, disse Tasso. “O dedo sujo infelizmente é o de vossa excelência. O dedo dos jatinhos que o Senado pagou”, rebateu Calheiros. “Pelo menos, era com meu dinheiro. O jato é meu. Não é o que o senhor anda, o de seus empreiteiros”, respondeu Tasso.
Na sequência, Calheiros teria, segundo senadores e assessores, xingado Tasso fora do microfone, o chamando de “coronel de merda”. O tucano reclamou das “palavras de baixo calão” e disse que Renan havia quebrado o decoro parlamentar. Tasso pediu que fosse feita uma representação contra o peemedebista.
Após alguns minutos de interrupção, a sessão retornou com o senador se defendendo das acusações citadas na representação. Ao assumir o microfone, Virgílio avisou que iria falar para se defender “e talvez atacar”.
Falando diretamente a Renan, Virgílio disse que o líder do PMDB “não iria intimidar a casa utilizando tropa de choque”. “Se puder, casse o meu mandato, não estou com o menor receio do que vem por aí. Estou pronto, senador Renan Calheiros”, avisou Virgílio. Ele apresentou várias denúncias publicadas pela imprensa no período em que Renan, então presidente do Senado, respondeu a processo de cassação.
Mas sempre é bom lembrar que está no “DNA” de Alagoas a violência no Senado. Uma tragédia já aconteceu na década de 60, quando o pai de Fernando Collor, Arnon de Mello, assassinou com um tiro no peito o senador acreano José Kairala, em plena tribuna.
E o pior é que pelo visto os alagoanos são ruins de mira, pois Arnon deu três tiros para acertar o seu inimigo político Silvestre Péricles, que estava a cinco metros de distância. Pois bem, Arnon errou todos e atingiu Kairala que nada tinha a haver com a “briga”.
Aquela Casa é um perigo. Além de “acoitar” “ladrões”, também “encoberta” “assassinos”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário