sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Andando e descobrindo coisas II
Só o Lalau?


Gerson Tavares


Andar pela cidade distrai e alerta para as curiosidades. Ontem falei do gari da cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Se você não leu, é só voltar ao dia de ontem e lá vai encontrar uma história pitoresca do momento político que estamos vivendo.

Hoje quero falar de uma coisa que me chamou muito a atenção no centro da cidade do Rio de Janeiro, para ser mais preciso, ali entre o Castelo e a Praça XV. É exatamente nesta região que encontramos o “conglomerado” da justiça a capital carioca. Um “suntuoso” prédio sempre comportou os gabinetes dos juizes e desembargadores, alem das varas criminais, cíveis e família. Logo em frente está o prédio “velho”, uma obra de arte da nossa arquitetura que inclusive está sendo restaurado já há algum tempo.

O tempo passou, a população cresceu, os problemas aumentaram e a Justiça teve mais trabalho. Foi feito mais um, também “suntuoso” prédio para ser o anexo e lá estão os dois belos prédios de vidro, interligados por uma “ponte” lá pelo quarto ou quinto andar, com todo o conforto e modernidade.

Quando na semana passada o Gilmar Mendes falou que 90% do orçamento da Justiça vão para a folha de pagamento, fiquei pensativo, sem saber de onde o Judiciário do Rio de Janeiro tira dinheiro para construir tantos “belos” prédios e ainda como faz para mantê-los.

Ontem, passei pelas ruas no entorno da “Justiça”, ali no Castelo. Qual não foi a minha surpresa quando, “esbarrei” em uma rua fechada ao trânsito e descobri que ali, onde havia uma rua e dois estacionamentos, mais dois “suntuosos” prédios já estão sendo erguidos e que pertencem à Justiça.

E agora eu pergunto: com que dinheiro? Com os 10% que sobram? E ainda mais. Alguém sabe quanto é gasto em cada uma dessas obras “faraônicas”? De onde vem esse dinheiro?

E eu fui para casa com a “pulga atrás da orelha”. Com tamtas obras sem orçamento e sem verba, será que só o juiz Lalau roubou?

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