Gerson Tavares
Quando você sai andando pelas ruas da cidade, você descobre coisas que até Deus duvida. Foi assim, na manhã de ontem, quando passava por uma rua da cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, bem próximo da capital do Estado do Rio de Janeiro.
Passando por um gari, aquele varredor de ruas, muito simpático ele se dirigiu até mim e falou: “Por favor, o senhor poderia pagar um cafezinho para mim. Só custa setenta centavos”. Olhei aquele rapaz, trabalhador que está ajudando a minorar os problemas da saúde do povo com seu serviço de limpeza das ruas da cidade, peguei no bolso uma moeda de um real e com prazer dei ao profissional que estava ali servindo para mim, de dois exemplos.
O primeiro de um cidadão que está lutando por seu salário, naturalmente no intuito de levar para casa o sustento da família. Este exemplo ele dava ali, a qualquer pessoa que por ele passava, mas o outro exemplo que vi, foi exatamente quando ele me pediu para pagar o cafezinho.
Gente, ali estava um profissional que dentro da sua “especialidade” varria a rua e não tinha os setenta centavos para pagar o cafezinho. Não me venham dizer que ele pede por vício. Se fosse vício de pedir, ele não estaria se sujeitando a passar o dia varrendo ruas e recolhendo lixo. Não, ele pediu porque precisava.
Aí eu notei a diferença de um simples gari da cidade de Nova Iguaçu com o prefeito da mesma cidade. Enquanto o “trabalhador” me pediu para pagar um cafezinho, o “pára-quedista” prefeito, chega de manhã à cidade e retorna à tarde à sua residência no Rio, em helicóptero, isto quando vai à cidade que governa.
Só um aviso para o Lula: “Isto também é crime!”.


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