quinta-feira, 2 de outubro de 2008



Fluminense não consegue vencer




O time do Fluminense continua descendo a ladeira
Foto – Carlos Moraes


RIO – Para quem precisa vencer, ainda não foi desta vez que o Fluminense se livrou do fantasma da segundona. Um empate dentro do Maracanã contra o Goiás em 1 a 1 foi um resultado péssimo para o clube das Laranjeiras ontem a noite e foi só isso que o Fluminense conseguiu. O Goiás saiu na frente e a torcida já entrou em desespero, mas o time Tricolor foi atrás do resultado e com o 1 a 1, o Flu ficou nos 27 pontos e até sábado, deixa a lanterna nas mãos do Vasco, que tem 26.

Ao final do jogo, o presidente Roberto Horcades permaneceu no camarote da Unimed, patrocinadora do clube, com medo da reação da torcida, no Maracanã. O presidente reconhece que o futuro tricolor é muito difícil no campeonato. O técnico Cuca já não tem mais explicações para os sete jogos sem vitórias e o seu futuro será decidido, hoje, em uma reunião da cúpula do futebol tricolor.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O perigo era “atravessar” o Atlântico


Gerson Tavares


Escrevi aqui na semana passada sobre a declaração do Lula que em Nova York, depois de uma reunião de chefes de estado fez a todos os repórteres que quisessem ouvi-lo, que o Brasil não corria o perigo da crise financeira americana que estava e está levando o mundo a beira da loucura. Quando ouvi o Lula dizer que os brasileiros não precisam ter medo porque a crise americana não ia atravessar o Atlântico, senti que era hora de gritar: “pare o mundo para eu descer”.

Olha gente. Faz-se necessário ter sempre alguém ao lado do “cara”. Alguém que tenha coragem para nessas horas, mandá-lo fechar a boca. O Franklin Martins tem que ter mais cuidado com a língua do “presidente”. Se deixar falar, vamos ter muitos desastres ainda pela frente. Se deixarem falar, ele vai continuar fazendo os ouvidos dos outros de “penico”.

Agora já esta no jornal que o “companheiro” já admite um “pequeno aperto”, atenção, ele falou “pequeno aperto para o Brasil”. Lula já admite risco de contágio e critica a “cassino” da economia americana, embora ele diga que essa crise é dos banqueiros americanos e dos banqueiros europeus. Nunca dos banqueiros brasileiros.

Ai vem o Guido Mantega e diz que espera que o congresso americano aprove o pacote, o que quer dizer, que ele acha que o PROER possa ser exportado pelo governo brasileiro. E para completar a “barafunda”, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles diz que podemos ter apenas um “resfriado forte”.

Pois seria muito bom se, ao invés de “frases de efeito” que não levam a nenhum lugar, esses “senhores” começassem a falar com mais seriedade. Chega de “jogar pra galera”. Vamos falar sério e chamar a atenção do povo daquilo que é uma verdade: “o que é serio para o mundo também é sério para o Brasil”.
BRASIL
Minc diz que divulgou lista de desmatadores sem ler


Minc e Cassel se esforçam para desfazer mal-estar sobre lista de desmatadores


BRASÍLIA – Já soube de gente que morreu por falar sem ler o que estava escrito. Mas como hoje poucos matam, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reconheceu ontem que divulgou a lista dos 100 maiores desmatadores da floresta amazônica sem ler o documento, no qual o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) lidera a relação.

Minc se desculpou pela fala desastrada. “Não li o documento nem chequei porque não sou fiscal e confio nos órgãos do Ministério do Meio Ambiente, no caso o Ibama. A lista estava pronta há sete meses e eu disse que era para divulgar”, afirmou ele.

Segundo o Carlos Minc, o relatório foi elaborado pelo Ibama sem sua interferência. Para pôr um fim no impasse que gerou um mal-estar entre os Ministérios do Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário, além do Incra, Minc abriu ontem prazo de 20 dias para a apresentação de recursos contra os processos envolvendo os órgãos federais.

De acordo com ministro, esse prazo deverá ser utilizado pelo Incra para que possa recorrer às multas aplicadas ao órgão em decorrência das denúncias de desmatamento na floresta amazônica. O ministro disse que neste período os especialistas examinarão todos os pontos argumentados para evitar injustiças.


TRE prorroga prisão de Carminha Jerominho





O perigo continua rondando as cabeças das pessoas de bem



RIO – Desta vez o castigo poderia vir a jato, mas ainda corremos o perigo da “quadrilha” levar alguma vantagem. A desembargadora federal Maria Helena Cisne, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Carmen Glória Guinâncio Guimarães, a Carminha Jerominho, candidata à Câmara de Vereadores do Rio pelo PTdoB. Junto com Carminha, outras 14 pessoas foram presas no dia 29 de agosto, durante a “Operação Voto Livre” da Polícia Federal. A pedido da PF, a desembargadora do TRE expediu mandados de prisão temporária por 30 dias contra 22 pessoas acusadas de envolvimento com a milícia autodenominada "Liga da Justiça", que atua em favelas da Zona Oeste do Rio. O grupo é investigado pelos crimes de formação de quadrilha, tentativa de homicídio e coação eleitoral.

O prazo da prisão temporária de Carminha e dos outros acusados havia terminado na segunda-feira, daí 29. Com a prorrogação, Carminha permanecerá na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, até o dia 30 de outubro. Com isso, a polícia conseguiu impedir que Carminha fosse solta antes das eleições, dia 5 de outubro.

Para completar o desespero da população ordeira da cidade do Rio, mesmo com o TRE anulando a filiação de Carminha ao PTdoB e com esta decisão, ela ficar impossibilitada de concorrer, a “safardana” ainda tem direito a um recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, mesmo presa no Paraná, poderá disputar a eleição enquanto a sentença não for definitiva.

Mas como eu, muita gente acha que a Justiça, para ser justa, deveria sim, cassar os registros de todos os partidos que filiam bandidos. Só assim, podemos dar início a uma reforma séria à política brasileira.


Sérgio Cabral chama de “vagabundos” homens que impediram Extra de circular



Sérgio Cabral pede prisão de envolvidos



RIO – Já tinha gente afirmando que os bandidos que tiraram de circulação no domingo o jornal “Extra”, eram “médicos”. Pelo menos foi a dúvida que o governador Sérgio Cabral deixou para muita gente ao chamar os responsáveis pelo crime de “vagabundos”. Mas analisando melhor os fatos, cheguei a conclusão que Cabral não sabe a definição das palavras: médico, “vagabundo” ou “bandido”.

Foram 30 mil exemplares do jornal EXTRA, edição de domingo, que circularia na Baixada Fluminense, que foram “comprados” pela quadrilha que tudo faz crer, seja comanda por políticos. Ontem, Cabral defendeu ainda “cadeia” para os culpados. O grupo, que tinha homens armados, fez compra forçada dos distribuidores. Um candidato, considerado suspeito pelo procurador regional eleitoral Rogério Nascimento, pertence ao partido do governador Cabral.

“Foi lamentável. Fiquei impressionado. Isso é o fim do mundo, um faroeste absolutamente inaceitável. É o retorno à idade da pedra. Como alguém pode cercear a distribuição e a venda de um jornal com homens armados? É um escândalo. A determinação que eu dei foi não só garantir a distribuição do jornal, como também prender esses vagabundos”, disse o governador.

Pelo fato de Cabral chamar agora os bandidos de vagabundos, a população espera que o governador procure aprender a diferença entre médicos, “vagabundos” e “bandidos”. Todos sabem que ele ainda é novo e tem tempo para aprender.