terça-feira, 2 de agosto de 2011

Dilma fica com 10% para investir




Dilma está desolada


Se houvesse uma cobrança judicial, aos candidatos que se elegem, sobre as suas promessas de campanha, Dilma Rousseff já estaria sem mandato. Seria só olhar os números que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostram, para ver que a presidente Dilma não conseguiu entregar o que vendeu em sua campanha. E para piorar a situação do governo, a julgar pelo momento político e econômico, não será possível transformar o quadro tão cedo.

Nunca esquecendo que quem fez a campanha da Dilma foi o Lula e ele foi o último presidente antes dela, a maior parte daquilo que ela pagou, foi gasto do governo anterior. Até o dia 27 de julho último o governo pagou R$ 13,5 bilhões em despesas do PAC. Desses, R$ 11,3 bilhões, ou 83,7%, eram gastos contratados no governo Lula.

E pelo "balanço oficial" as importâncias em reais são ainda mais modestas, mas a diferença é mesma e traz mais uma evidência da dificuldade de investir. Os R$ 10,3 bilhões “oficiais” gastos de janeiro a julho deste ano representam uma queda de 1,9% em comparação com o desembolsado em igual período de 2010. "Os números mostram que Dilma está de mãos amarradas. Como ela até hoje praticamente só pagou restos de exercícios anteriores, quer dizer que os gastos do PAC até agora tiveram pouca influência de programas novos adotados por iniciativa de “seu” governo.

Como já deu para notar, a presidente Dilma não tem muito apreço por reformas econômicas. Como ela, em seu discurso de posse, só mencionou a reforma tributária e agora, já passados sete meses e ainda está o assunto em debate dentro do governo, dá para sentir que de reforma não viverá o seu governo.
Doar sangue é salvar vidas
Rua Frei Caneca, 8
Centro – Rio de Janeiro
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Governo vai ''para cima'' de corruptos



“Gilbertinho” está dando o recado


O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em encontro com petistas, falou que não há "clima de caça às bruxas" no governo, "mas um clima de ir pra cima, de cobrar sempre que houver algum tipo de erro".

Esta declaração feita após o surgimento, no fim de semana, de novas denúncias de irregularidades envolvendo os ministérios das Cidades e da Agricultura, deixou muita gente com a “pulga atrás da orelha”.

Como as revistas “Isto É” e “Veja” comentaram que estão acontecendo supostos pagamentos irregulares naquelas pastas, em troca de propinas, ficou no ar um mal estar muito grande e tudo que ali está mostrado foi avaliado ontem pela presidente Dilma Rousseff na reunião de coordenação política do governo.


CGU vê fraude em dez cidades que receberam verba após tragédias

Área atingida por deslizamento em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro



Depois de tantos escândalos, o que esperar dessas “obras” emergenciais que acontecem depois de cada catástrofe? E parece que a natureza está dando uma grande ajuda para essas “quadrilhas” que se proliferam em todos os níveis de governo.

Agora mesmo a Controladoria Geral da União (CGU) constatou superfaturamento e sobrepreço em obras públicas de pelo menos dez cidades do Nordeste que, entre 2008 e 2010, receberam verbas da União para reconstrução após tragédias.

As dez cidades suspeitas de fraudes na aplicação dos recursos são de cinco estados: Piauí (Castelo do Piauí, Prata do Piauí e São Miguel da Baixa Grande); Ceará (Coreaú, Groaíras e Massapê); Maranhão (Dom Pedro e Grajaú); Rio Grande do Norte (Assú); e Sergipe (Maruim).
São todas essas cidades de pequeno porte, tanto que a mais populosa tem 62 mil habitantes e quase todas foram atingidas por enchentes no primeiro semestre de 2008. Na ocasião, o governo federal liberou dinheiro para várias cidades e estados para obras de reconstrução e atendimento da população local. E para piorar, neste ano o nordestino voltou a sofrer com as fortes chuvas.
Mas como sempre as prefeituras nordestinas negam o mau uso das verbas. E como esse não é um privilégio daquela região, no Rio de Janeiro é o município de Teresópolis que terá 30 dias para explicar indícios de uso irregular de verbas.

Com a investigação em andamento, a CGU recomendou o bloqueio dos recursos. Por isso, o Ministério da Integração Nacional deu prazo de 30 dias para a prefeitura apresentar explicações.


Por tanto, mesmo que estejam listadas só quinze 15 cidades do nordeste, é bom a CGU passar a olhar também para a região serrana do Rio de Janeiro. Teresópolis é só um município entre todos que receberam “grana” e nada fizeram.

É hora de cortar cabeças.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011



Ministério da Saúde informa...

Os transplantes de medula óssea cresceram 57,51% nos últimos sete anos. Seja um doador voluntário e faça esse número aumentar. Saiba como ser um doador de medula. É simples, rápido e não dói.
Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br
ou http://www.formspring.me/minsaude
Patrimônio Histórico é coisa de “babaca”



Gerson Tavares



Pelo que está sendo feito com o Estádio Mario Filho, na cidade do Rio de Janeiro, chega-se à conclusão que não “tombamento” do IPHAN não será mais respeitado.

Quando resolveram construir um novo estádio para a Copa de 2014, esqueceram de avisar que iriam derrubar o “velho” centenário e histórico Estádio do Maracanã, símbolo da Copa de 1950.
Começaram dizendo que o Estádio Mario Filho iria passar por uma reforma e eis que do antigo estádio só sobraram escombros. Foram implodindo, derrubando e não pararam mais.

Já falei isso há algum tempo atrás, logo que vi que as construtoras precisavam “destruir mais e mais” para que “mais e mais dinheiro” entrasse em jogo. Aliás, eu já vinha falando dos perigos que estávamos correndo quando vi que após dois adiamentos, o consórcio “Maracanã Rio 2014”, formado por Andrade Gutierrez, Odebrecht e “DELTA”, aquela empresa do “amigo do peito” do governador, havia vencido a licitação para realizar as obras de reforma do Maracanã para a Copa de 2014.

O tempo foi passando e eles destruindo. A cada dia que passava a obra ia ficando mais cara e hoje ela já custa o dobro daquilo que estava orçada, desde quando foi feita a licitação. Foi então que o Ministério Público Federal viu que uma luz de alarme já está passando do amarelo para o “vermelho-vergonha”.

O procurador Maurício Andreiuolo, do MPF, resolveu então pedir à Justiça a paralisação da reforma do Estádio Mario Filho. Diz Maurício que a permissão para a obra que foi concedida pela Superintendência Regional do Instituto Histórico e Artístico Nacional, é ilegal, pois não respeita o tombamento do estádio.

Com uma entrada, que deverá acontecer hoje, em uma Ação Pública com pedido de liminar contra i IPHAN e a Empresa de Obras Públicas, ele afirma que a demolição da marquise do estádio, descaracteriza totalmente o Maracanã, o que é uma verdade.

Como Mauricio fala, “na pratica haverá um novo estádio no lugar do “velho e querido Maracanã”. Mas isso não é novidade para ninguém, porque até o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes sabem que bens tombados não podem ser destruídos, demolidos ou mutilados, mas eles se sentem os “donos do Rio” e acham que “tudo podem”.

Como tudo faz crer que esta autorização é “prévia e precária”, nem mesmo o início das obras estaria autorizado.

Então chegou a hora do IPHAN ser condenado a pagar por esse desmando, que é admitir a ilegalidade da permissão e expedir uma outra, onde se respeite o tombamento.

Como eu sempre digo, o Boris Casoy é que está certo: “Isto é uma vergonha!”