terça-feira, 3 de maio de 2011

Neto de Sarney perde





Sarney não está tão forte como pensa





Desta vez José Sarney teve que meter a viola no saco e ficar caladinho. Ele não esperava, mas o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) rejeitou em segunda instância, por unanimidade dos desembargadores da 2.ª Turma Criminal, o pedido de abertura de ação penal contra os três jornalistas que assinaram, em junho de 2009, reportagens do “O Estado de São Paulo” sobre o empresário José Adriano Cordeiro Sarney, neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Até que um dia a família Sarney levou na cabeça. Agora se faz necessário que alguém diga ao Fernando Sarney que a coisa está mudando para o clã dos Ribamar.
Presidente do Conselho de Ética do Senado não tem ética




Senador João Alberto assinou atos secretos




Depois de eleito e empossado como presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), teve o seu nome divulgado como um daqueles “safardanas” dos “atos secretos” de um passado recente do Senado. João assinou atos secretos quando era membro da Mesa Diretora da Casa, entre 2003 e 2007. O nome do senador aparece chancelando boletins sigilosos de criação de novos cargos, aumento de salários e concessão de benefícios para servidores e senadores.

João fazia parte da Mesa Diretora em 2009, ocupando a primeira-suplência, quando da existência desses atos secretos que foram revelados pelo jornal “O Estado de São Paulo”. Como homem de confiança do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o nome de João Alberto ficou de fora do escândalo porque na ocasião ele não era mais senador, mas vice-governador de Roseana Sarney no Maranhão.

Tudo em família e acima de tudo, da mesma quadrilha.


Doar sangue é salvar vidas
Rua Frei Caneca, 8
Centro – Rio de Janeiro
Tel - 21 22999442










Presidente do Conselho de Ética dá empregos a amigos do clã Sarney






Chiquinho Escorio é um dos beneficiados pelo “safardana”





Mas a coisa não para por aí. O gabinete do senador João Alberto Souza (PMDB-MA) é usado para empregar aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ali “trabalha”, por exemplo, a jovem Giovana Duailibe de Abreu. Ela é filha do empresário João Guilherme Abreu, ex-chefe da Casa Civil de Roseana Sarney no governo do Maranhão e ex-sócio do marido dela, Jorge Murad.

Mas como ele não pode parar de beneficiar o clã Sarney, o presidente do Conselho de Ética emprega também Juliana Nunes Escórcio Lima de Moura, filha de Alba Nunes Lima, uma assessora do gabinete de Sarney, segundo o registro do Senado. Juliana é filha e Alba é mulher do deputado Chiquinho Escórcio (PMDB-MA), uma espécie de faz-tudo da família Sarney.

E ainda tem gente que acredita que esse país tem jeito sem uma revolução de homens sérios.

É ruim!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sempre coloco em minha postagem diária duas convocações aos amigos para que doem medula, plaquetas e sangue. E qual não foi a minha satisfação ao ver que entre os comentários que são feitos nas postagens que faço, lá estava no dia 28, quinta-feira passada, uma do Ministério da Saúde que resolvi reproduzir diariamente.




Ministério da Saúde informa...




Você sabia que muitos pacientes ainda esperam por um doador de medula óssea compatível?


Faça parte do cadastro e incentive a doação de medula óssea. Você sabe como ajudar?

Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br
ou http://www.formspring.me/minsaude
Ao amigo Paulo Reis


Nos anos oitenta, estava eu na TV Bandeirantes em São Paulo fazendo o programa “Boa Noite Brasil” com o Flávio Cavalcanti. Certo dia de 1983, Silvio Santos resolveu levar o Flávio para a sua emissora e eu vim para a TV Bandeirantes do Rio de Janeiro. Ali chegando encontrei bons profissionais aos quais me juntei e foi então que conheci Paulo Reis, “Paulinho” para os mais íntimos. Baiano, cozinheiro de mão cheia, Paulinho não deixava de surpreender com os pratos que ele inventava. Quis o destino que eu assumisse a Produção Executiva da emissora e com a ajuda desses bons profissionais fomos montando não só uma programação local, mas também fazendo programas para a Rede. Nesta emissora fiquei até o ano de 2001 e muitos amigos fiz e deixei por lá, entre eles o Cláudio Petraglia, que na época era o diretor-geral da emissora, mas que sempre estava entre os profissionais que faziam com que a emissora do Rio fosse motivo de inveja na Rede.

Mas eu não teria sido ninguém na emissora se não tivesse contado com os amigos produtores e entre esses, lá estava o Paulo Reis. Irrequieto, mas sempre com uma palavra amiga para com os companheiros. Paulinho foi seminarista, mas sua vocação ia além do altar e ele, cheio de ideias, resolveu se tornar um criador. Lembro bem de quando Paulinho, Paula Brenha e outros produtores discutiam para que tudo “ficasse nos trinques” em todas as produções, fossem elas de grande ou pequeno porte.

E um dia Paulinho resolveu que aquilo era muito pouco para o que ele queria. O mundo estava esperando por ele e assim ele fez. Botou o pé no mundo e atravessando o oceano lá se foi um excelente produtor para virar o curador respeitado que foi. E assim eu me sentia realizado ao ver que aquele Paulinho que ficava ali, em minha sala discutindo detalhes de produção, virou o Paulo Reis, um curador e agitador incansável, não só aqui no Brasil, mas também e principalmente em Portugal e Espanha.

Mas chega aquele dia em que o “Cara lá de cima” lembra da gente. E no dia 23 passado ele lembrou e chamou o Paulinho para “bater um papo”. Para Deus chegou a hora, mas para seus amigos, Paulinho foi cedo demais e pior, nem sequer se despediu. Mas nós, seus amigos, temos a certeza que ele já está programando grandes eventos culturais lá no céu. Fique com Deus.