quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Depois dos mensaleiros, chegou a vez dos cambistas.


LIBERDADE PARA BANDIDOS 

Gerson Tavares
 







Agora virou a “farra do boi”. Mais seis suspeitos de formar a máfia de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo deixaram o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Entre tantos que lesavam o torcedor estavam Alexandre Marino Vieira, Antônio Henrique de Paula Jorge, Sérgio Antonio de Lima, Julio Soares da Costa, Ernani Alves da Rocha Junior e Fernanda Carrione Paulucci, que foram colocados em liberdade, já que não poderiam ficar na tranca enquanto o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, acusado de ser um dos chefes da máfia de cambistas, deixava a cadeia e seguia seu caminho de “cambista internacional”.

Mas, por falar em Fofana, o habeas corpus que beneficiou Fofana e outros nove réus no processo, foi concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. Não podemos esquecer que também os “mensaleiros já estão com o pé na rua”, isso tudo acontecendo depois que o Joaquim Barbosa se aposentou.

Na decisão, Marco Aurélio afirma que a prisão dos acusados não era necessária para garantir a ordem pública. Mas isso já vinha acontecendo desde o início de agosto, já que em 5 de agosto o ministro já havia concedido liberdade a outro suspeito de participar da quadrilha, não podemos esquecer que o inglês Raymond Whelan, considerado o “grande chefe da quadrilha”, executivo da Match, empresa que vendia pacotes para jogos da Copa. Já que o “chefão” estava liberado para voltar a delinquir, Aurélio resolveu estender a liberdade aos demais “bandidos”.


Tudo isso quer dizer BRASIL!
Seja Doador Voluntário de
Medula Óssea e Plaquetas
Praça Cruz Vermelha, 23
Centro – Rio de Janeiro


Tel – 21 3207-1021/1064/1580

Franco-argelino acusado de ser um dos chefes da máfia de cambistas deixa presídio em Bangu.


FOFANA PRONTA PARA

DAR MAIS GOLPES








O franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, acusado de ser um dos chefes da quadrilha internacional que vendia ingressos para a Copa do Mundo, ao deixar o complexo penitenciário de Gericinó após ordem judicial, mostrou ao mundo que é um grande negócio ser “cambista”, mas, claro, "cambista internacional".

Ele, que foi um dos dez presos durante a Operação Jules Rimet, realizada em 1º de julho pela Polícia Civil, ficou livre er ainda saiu com dinheiro na conta bancária.


Fofana, que saiu acompanhado de um advogado, se negou a dar entrevista e só tinha uma coisa em mente: saber quando e onde vai realizar seu próximo ataque à bolsa do torcedor. Afinal, a FIFA está aí para garantir sua imunidade. 
Doar sangue é salvar vidas
Rua Frei Caneca, 8
Centro – Rio de Janeiro


Tel - 21 22999442

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ex-diretores usam lucro de Pasadena como defesa no TCU.


SÓ TEM APROVEITADOR

Gerson Tavares
 




Ela é o grande pivô de investigações no Tribunal de Contas da União e no Congresso, mas a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi a única a registrar lucro no primeiro semestre deste ano dentro do grupo Petrobrás e essa é uma boa desculpa para a turma que “mete a mão no cofre”. Segundo a Petrobras, o lucro da unidade foi de cerca de US$ 130 milhões, motivado, principalmente, pelo benefício do uso do petróleo não convencional produzido nos EUA.

E como só tem “espertinho” nessa “panela”, a informação sobre o resultado positivo da refinaria será utilizada por alguns ex-diretores da Petrobrás em suas defesas no TCU. Tudo porque a Corte de Contas responsabilizou os executivos que estavam no cargo em 2006, data da decisão de compra de Pasadena, por um prejuízo calculado em US$ 792,3 milhões decorrente do negócio. E o prejuízo ainda poder ser bem maior, pois na verdade os “safardanas” sabem que essa refinaria custou quase R$ 1.800 bi e assim, ainda falta muito para sair do prejuízo.


Mas os ex-dirigentes da estatal não querem saber de nada e esperam comprovar o argumento de que o negócio não poderia ser classificado como sendo ruim. O argumento que será usado por esses ex-diretores é que os prejuízos decorrem do não cumprimento de arbitragem da Corte Americana, que repercutiu no pagamento de multas em uma segunda fase do processo de aquisição, e da utilização de avaliações técnicas depreciadas, tanto internas quanto de auditorias externas, para determinar o preço de compra da refinaria.

Os "espertinhos" sempre estão à espreita para encontrar uma saída para os atos da "quadrilha".