terça-feira, 2 de abril de 2013


Doar sangue é salvar vidas
Rua Frei Caneca, 8
Centro – Rio de Janeiro
Tel - 21 22999442

Ontem foi dia de Dops

 Antigo prédio do Dops em São Paulo

Chegou a hora da onça beber água. Desde ontem o Arquivo Público do Estado de São Paulo colocou disponível via online 274.105 fichas e 12.874 prontuários produzidos pelo Departamento de Ordem Política e Social, o Dops-SP (1923- 1983). O material, que equivale a cerca de 10% de todo o acervo, poderá ser acessado no site www.arquivoestado.sp.gov.br.

O Dops paulista foi uma das principais centrais da repressão da ditadura militar, entre 1964 e 1985. Era de lá que o governo controlava e reprimia movimentos políticos contrários ao regime. O local foi palco de torturas e mortes.

“É apenas o começo. Continuamos o trabalho de digitalização e, nos próximos anos, iremos disponibilizar todo o material”, afirma o coordenador Carlos Bacellar.

A divulgação oficial aconteceu em evento no Arquivo Público do Estado de São Paulo, com palestra e mesa-redonda com especialistas. Lá estava presente o governador Geraldo Alckmin, do PSDB.

Mas pelo que dizem, muita gente, que hoje é “importante”, não gostaria que sua ficha fosse digitalizada.

segunda-feira, 1 de abril de 2013


Dilma calada já está errada

Gerson Tavares
 





“Quando a pessoa não sabe o que falar, o ideal é ficar calada”. Foi mais ou menos assim que eu entendi a fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, quando quis explicar as declarações da presidente Dilma Rousseff, que na manhã de quarta-feira, dia 27, dando uma desculpa, disse que foram entendidas de forma equivocadas as palavras da presidente. Mas Tombini, “meio sem graça” afirmava que Dilma pediu que o "mal entendido fosse desfeito e que não há tolerância em relação à inflação".

E foi a Dilma que solicitou a ele, que também reforçasse, se fosse necessário, que os instrumentos de política monetária deverão ser usados. "De inflação fala a equipe econômica. Em relação à política de juros, fala o Banco Central", “tirou onda” Tombini, reforçando que esta é a posição da presidente Dilma.

E através do blog do Planalto, Dilma disse que "houve interpretações equivocadas" sobre seus comentários a respeito de inflação. "Foi uma manipulação inadmissível de minha fala. O combate à inflação é um valor em si mesmo e permanente do meu governo."

Mas na manhã do mesmo dia, em encontro de chefes de Estado dos Brics - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - na África do Sul, Dilma disse que "não acredita em políticas de combate à inflação que olhem a redução do crescimento econômico".

Tudo isso aconteceu porque as declarações da presidente reduziram as apostas de elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia. As taxas futuras, que já caíam desde a abertura do mercado, acentuaram o movimento imediatamente após as palavras da presidente.

As palavras de Dilma, na véspera da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, foram muito criticadas por alguns agentes, porque atrapalharia o esforço do presidente do BC, Alexandre Tombini, em ancorar as expectativas do mercado.

Uma semana antes Tombini havia alertado que a instituição está atenta à evolução da inflação, e caso necessário, vai agir para coibir sua alta. Tombini está usando novamente o termo "resistência da inflação". "A maior dispersão recentemente observada de aumentos de preços ao consumidor, pressões sazonais e pressões localizadas, entre outros fatores, contribuem para esse quadro de maior resistência".

Realmente Dilma é uma pedra nos sapatos, tanto da equipe econômica como também do Tombini. 

Vergonha brasileira

Morro do Buba, uma bomba relógio 

Depois de quase três anos vivendo em situação precária no 3º Batalhão de Infantaria (BI), em São Gonçalo, parte das 89 famílias sobreviventes da tragédia do Morro do Bumba, em Niterói, vê a possibilidade de enfim se mudar para uma casa própria se distanciar.

A entrega de apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida prometida para julho deste ano deve ser adiada pela construtora, após dois dos 11 prédios erguidos no bairro do Fonseca apresentarem rachaduras, como mostrou ontem o “RJ-TV”, da TV Globo. Pelo menos um deles terá que ser inteiramente demolido e reerguido. Em relação ao outro, ainda está sendo analisado se será posto abaixo ou se há possibilidade de ser recuperado. Cada edifício custou R$ 2 milhões da verba total de R$ 27 milhões liberada pela Caixa Econômica Federal para a construtora Imperial Serviços Limitada.

É uma vergonha.

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Medula Óssea e Plaquetas
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Tel – 21 3207-1021/1064/1580

Inflação sem controle

Dilma ainda fala que foram eles 
que deram fim a inflação

Todo mundo sabe que a inflação está sem controle, embora a presidente Dilma tire onda que seu equipe econômica é a melhor de todos os tempos do país. Mas a aceleração da inflação em janeiro bem acima das expectativas deste mesmo governo, esta fazendo com que o cenário seja uma barreira para a propaganda da candidata a reeleição. E o combustível está sendo o principal vilão ao longo desses meses de 2013, mas a Petrobras continua querendo mais aumento.

A alta de 0,86% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em janeiro, que foi a maior variação mensal em quase 8 anos, é prova que a coisa não está boa.

Os analistas estão falando que o maior temor do governo com a escalada da inflação é maior do que as preocupações com o caixa da Petrobras, que vem tendo prejuízo com a venda de combustíveis no país nos últimos dois anos, por importar a preços mais altos que os de revenda no mercado interno. O preço da gasolina foi reajustado em 6,6% na refinaria, em 30 de janeiro, enquanto o diesel subiu 5,4%.

E o pessoal do PT ainda tem coragem de dizer que foram eles que deram fim à inflação. Mas que cambada de mentirosos.

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Temor do desemprego

Baba está satisfeita com o reconhecimento da profissão, mas preocupada com o desemprego

A PEC praticamente já passou, mas empregadas estão preocupadas com o desemprego. Pelo menos é o que vê, onde se reúne mais de dois cidadãos, as profissionais domésticas são o tema preferido. Em qualquer lugar que aconteça a “reunião”, a equiparação dos direitos trabalhistas dos empregados domésticos é o tema dominante das conversas nas últimas semanas.

 A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 66, a PEC das Domésticas, que deve ser aprovada no Congresso amanhã, é ao mesmo tempo, motivo de comemoração e de apreensão para profissionais e empregadores.

Desemprego à vista para os primeiros, ou desembolso maior para os segundos?