Investimentos
quase parando
Gerson
Tavares
O
sonho está chegando ao fim. Foi mais ou menos assim que deu para entender as
colocações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando disse estar preocupado
com o ritmo fraco dos investimentos, que foram registrados no terceiro
trimestre. Esta é a quinta queda consecutiva, mas Guido também falou que o
governo vai tomar mais medidas "pró-crescimento" da economia.
Entre
as medidas, Mantega anunciou a prorrogação por mais um ano do PSI (Programa de
Sustentação do Investimento), a inclusão de novos setores na lista dos
beneficiados pela desoneração da folha de pagamento e a concessão ao setor
privado dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro e de Confins, no Grande
Belo Horizonte.
O
PSI, que é o programa do BNDES que financia compras de bens de capital e tem
hoje taxa de juros negativa, o que quer dizer, menor que a inflação, está chegando ao fim quando este ano terminar. Sua renovação era reivindicada pelos empresários sob o
argumento de que só agora, com o início da recuperação da economia, eles começaram
a planejar investimentos em expansão, mas isso não é coisa que importe muito ao
governo.
Isso
quer dizer que o programa poderá deixar de existir exatamente no momento em que
as empresas vão começar a precisar mais dele para financiar a ampliação de seus
negócios produtivos.
A
meta, segundo o ministro, é transformar os investimentos no
"carro-chefe" da economia, crescendo 8% em 2013 e 12% em 2014 e desta
forma recuperando-se do desastre deste ano, quando pelo que está demonstrado, devem
recuar cerca de 3%.
Mas
nisso tudo, o Mantega só se esqueceu de falar como o governo vai agir em
relação ao desperdício com tantos cargos que se acumulam em suas funções. Até
porque mesmo com todos os problemas, mais um ministério está sendo criado para
colocação de mais apadrinhados e que já entram ganhando bons salários e nada
tendo o que fazer.
É
assim que funciona um governo que não tem controle.