quinta-feira, 23 de dezembro de 2010



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Aprovado, mas não muito





Gerson Tavares

Quer queiram os petistas ou não, o Brasil ainda está entre os países “quase” ricos, mas daí a chegar a ser rico vai uma distancia enorme. Mas como petista tem um pecado chamada “soberba”, estando exatamente a duas semanas de assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia, o senador Aloizio Mercadante, petista derrotado de São Paulo, resolveu ser acadêmico em pleno palanque.

Mercadante para não ter que mentir como sua “chefona”, resolveu voltar à Unicamp após 12 anos, para concluir o doutorado em economia e resolveu que com uma tese sobre o governo Lula a coisa ficaria mais fácil. Conseguiu o intento, mas nem por isso deixou de ser repreendido pelos examinadores por exagerar nos elogios ao presidente.

Foi sempre em tom de campanha que o petista anunciou o nascimento do "novo desenvolvimentismo", como se Lula fosse o “salvador da pátria” ao levar o Brasil ao ápice do crescimento e da distribuição de renda.

Ele levou consigo cinco livros de sua autoria e os colocou sobre a mesa para intimidar a banca. Com uma tese de 519 páginas, usou quase sempre a primeira pessoa do plural, aliás, coisa muito usada por Lula nos últimos tempos. Isto prova que eles fizeram a mesma escola, fato que não recomenda em nada.

Com algumas frases de efeito, Mercadante foi se empolgando. Com "Superamos a visão do Estado mínimo" ou ainda com "Não nos rendemos à tradição populista" e ele foi se soltando e chegou à frase "Retiramos 28 milhões da pobreza". Poderia ainda enumerar muitas outras frases que só estão nas cabeças dos petistas, mas me basta só mais uma: "Melhoramos muito o atendimento na saúde". Aí realmente Mercadante se superou. Será que ele acha que a Saúde do brasileiro está legal? Realmente ele não merecia ser aprovado depois dessa “desgraça” que deseja para a população brasileira.

Mas muito empolgado, Mercadante não dava bola para ninguém e até ignorou o limite de meia hora falou por 50 minutos. Lógico que ele não tendo muito que falar que sortisse o efeito dos “feitos” do governo petista, dedicou boa parte do tempo ao repertório da “Era FHC”, quando atacou o neoliberalismo e o Fundo Monetário Internacional.

Aí relembrou a campanha eleitoral e com discurso já bem batido, chegou a criticar o preço dos pedágios em São Paulo, aliás, coisa que não lhe rendeu nada na campanha e que não foi capaz de evitar sua segunda derrota seguida na disputa pelo governo do Estado.

Mas ali estava presente um “cara” que sabe das coisas e coube exatamente a ele dar uma “brecada” nas “galhofas” do Mercadante O ex-ministro Delfim Netto, que é professor titular da USP, tratou de chamar a atenção do “aluno” e falou em alto e bom som: "Esse negócio de que o Fernando Henrique usou o Consenso de Washington... não usou coisa nenhuma! Depois de arrancar boas gargalhadas da turma, Delfim completou: "Ele sabia era que 30% dos problemas são insolúveis, e 70% o tempo resolve". E foi aí que Delfim Netto resolveu mostrar que o “aluno” não é tão "sabichão" quanto pensa. Irônico, Delfim evocou o cenário internacional favorável para sustentar que o “bolo lulista” não cresceu apenas por vontade do presidente: "Com o Lula você exagera um pouco, mas é a sua função. O nível do mar subiu e o navio subiu junto”. Já que era hora de mostrar ao “aluno” que em “prova” não se fala o que vem na cabeça e veio logo a concordância do mestre João Manoel Cardoso, da Unicamp que reclamou das “barbeiragens no câmbio” e definiu o projeto “Fome Zero” como “um desastre”. E foi muito feliz quando disse: “De vez em quando, o governo pensa que foi ele quem elevou o nível do mar... O Lula teve uma sorte danada. Ele sabe, e isso não tira os seus méritos".

E daí para frente à medida que o doutorando rebatia as críticas, a discussão se afastava mais da metodologia da pesquisa, tornando-se um julgamento de prós e contras do governo. Até que Luiz Carlos Bresser Pereira, da USP, arriscou um reparo à falta de academicismo da tese: "Aloizio, você resolveu não discutir teoria...".

E assim ficou provado que petista e só petista. Doutor, mestre, ou outro qualquer título, não casa com a “causa”.

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23 de dezembro de 2010
Dia do Atleta Amador

Em todo o mundo, atletas de final de semana se inspiram em seus ídolos e decidem quebrar os próprios recordes, o que pode causar sérios danos à saúde. Não faça nada antes de ler a reportagem que segue. Inquietude física, exaltação, noites mal dormidas, entusiasmo extremo: foi dada a largada para as Olimpíadas e o mundo todo está em rebuliço. Milhões de pessoas irão acompanhar os jogos, torcer por nossos melhores atletas. Muita gente, como sempre acontece a cada quatro anos, também vai querer ser um atleta olímpico e não pensará duas vezes antes de entrar num alucinante ritmo de condicionamento físico.

*Foi num dia como hoje que no ano de 1920 a Irlanda foi dividida em duas partes. Dois anos depois o Estado Livre da Irlanda, de maioria católica, aglutinou os condados do sul, enquanto o Ulster, de maioria protestante, continuou ligado ao Reino Unido.
*No ano de 1947 os cientistas John Bardeen, Walter Brittain e William Schockley apresentaram o transistor, que substituiu a válvula e ajudou no desenvolvimento da ciência eletrônica.
*Em 1971, pela 14ª vez, foi eleito para presidente da Academia Brasileira de Letras, o acadêmico Austregésilo de Athayde.
*No ano de 1976 a Censura Federal proibiu a novela global “Despedida de casado”, acusada de difundir o amor livre, a separação da família e as brigas entre as gerações.
*E no ano de 1997, o México divulgou o massacre de 45 índios, entre eles 21 mulheres e 15 crianças, ocorrido em Chiapas, no dia anterior. Os assassinos eram paramilitares que queriam combater o movimento zapatista, que luta pelo direito dos indígenas no sul do país.
JÁ É NATAL
Origem e Tradição do Bom Velhinho,
Papai Noel (2)



O Papai Noel nem sempre foi como o conhecemos hoje. No início da história do Natal cristão, como falamos ontem, quem distribuía presentes durante festividades natalinas era uma pessoa real: São Nicolas. Ele vivia em lugar chamado Myra, hoje Turquia, há aproximadamente 300 anos AC. Após a morte de seus pais, Nicolas tornou-se padre.

As histórias contam que São Nicolas colocava sacos de ouro nas chaminés ou os jogava pela janela das casas. Os presentes de natal jogados pela janela caíam dentro de meias que estavam penduradas na lareira para secar. Daí a tradição natalina de pendurar meias, junto à lareira, para que o Papai Noel deixe pequenos presentinhos.


Alguns anos depois, São Nicolas tornou-se bispo e, por esse motivo, passou a vestir roupas e chapéu vermelhos e barba branca. Depois de sua morte, a Igreja nomeou-o santo e, com o início das celebrações de Natal, o velhinho de barba branca e roupas vermelhas passou a fazer parte das festividades de fim de ano.

O Papai Noel que conhecemos hoje surgiu em 1823, com o lançamento de “Uma visita de São Nicolas”, de Clement C. Moore. Em seu livro, Moore descrevia São Nicolas como “um elfo gordo e alegre”. Quarenta anos mais tarde, Thomas Nast, um cartunista político criou uma imagem diferente do Papai Noel, que era modificada ano a ano para a capa da revista Harper’s Weekly. O Papai Noel criado por Nast era gordo e alegre, tinha barba branca e fumava um longo cachimbo.

Entre 1931 e 1964, Haddon Sundblom inventava uma nova imagem do Papai Noel a cada ano para propagandas da Coca-Cola, que eram veiculadas em todo o mundo na parte de traz da revista National Geografic. E é exatamente esta a imagem do Papai Noel que conhecemos hoje.
FRASE DA SEMANA QUE PASSOU


“O Judiciário foi desrespeitado e a Constituição violada”.



Frase do presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Gabriel Wedy, reclamando que ficaram de fora do reajuste que a Câmara e o sena aprovaram.

Em compensação, esse “seu” Gabriel desrespeitou o povo e a Constituição, quando acha que só eles são brasileiros. Vai roubar pra ser preso!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010



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Apagaram a luz para roubar o povo




Gerson Tavares




Quando falam em energia elétrica todos tremem no alicerce porque ou vai faltar luz ou então vão cobrar mais caro pelo fornecimento. Mas como diz o meu amigo “Zé Doidão”, muitas vezes são as duas coisas ao mesmo tempo.

E é nessa condição de “pagante” sem ver o jogo que a totalidade das pessoas que pagam contas de energia elétrica no país está pagando em dobro a parte que vai cair direto nos cofres do governo. Depois que os governantes descobriram que o brasileiro paga imposto sem ver o porquê, foi uma festa só.

E neste caso está a energia elétrica que é consumida pelo brasileiro, que ao pagar a sua conta mensal sobre o consumo de energia, paga nos encargos cobrados pelo governo uma “mixaria” de R$ 10 bilhões.

Até aí nada de mais, afinal imposto foi feito para ser pago, mas uma armação do governo está engasgando muito cidadão que não gosta de ser roubado. Esses R$ 10 bilhões estão indo para os cofres da República porque foram criados para, por exemplo, subsidiar o fornecimento de energia à baixa renda e financiar o desenvolvimento de fontes alternativas, entre outros.

Até aí nada que assuste, mas entre os nove encargos que são pagos hoje, pelo menos quatro são usados para custear os mesmos programas. Não passa de mais um “grande golpe” dos governantes petistas que já estão aí há oito anos e que irão continuar pelo menos mais quatro anos.

Juntos, esses encargos que são a mesma coisa faturam anualmente R$ 5 bilhões. Por tanto, Lula e Dilma estão roubando do bolso do povo R$ 5 bilhões todos os anos e ninguém fala nada.

Mas afinal, não foram esses os governantes que vocês escolheram? Como eu não leio na mesma catinha, grito e esbravejo: "Parem o mundo que eu quero descer!"