sexta-feira, 2 de maio de 2008

INTERNACIONAL
Sirenes lembram vítimas do Holocausto

Israelenses param atividades por 2 minutos em homenagem
aos 6 milhões de judeus mortos pelo regime nazista




JERUSALÉM - Israel parou na manhã desta quinta-feira, dia 1º de maio, por dois minutos com o soar de sirenes antiaéreas em lembrança às vítimas do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial. As sirenes, que costumam ser ativadas em caso de guerra, soaram às 10h (4h de Brasília), momento no qual, foram interrompidas todas e quaisquer atividades nas ruas, comércios, escritórios, colégios e instituições. Até mesmo os motoristas de todo o país pararam e ficaram em pé ao lado de seus veículos.

Durante a jornada, diversos atos e cerimônias nos cemitérios manterão viva a lembrança dos seis milhões de judeus que morreram nos guetos e campos de concentração do regime nazista entre 1939 e 1945, em uma política destinada a acabar com o judaísmo europeu por meio de um plano conhecido como a "Solução Final".
ESPORTE
Botafogo vem com segredinho
para cima do Flamengo


Cuca tem arma secreta e vai usar domingo




Rio – O Botafogo vai com cautela para cima do adversário rubronegro neste domingo, mesmo precisando de uma vitória para virar a vantagem. Mas o técnico Cuca tem as armas para a situação de um gol custar a sair e com o tempo passando, ele vai usar a sua arma secreta. Pelo menos foi isso que ficou claro durante o coletivo realizado ontem no Caio Martins. Cuca tem um jogador como trunfo caso o gol demore a sair na decisão de domingo e este jogador é o Fábio.

A equipe escalada está muito parecida com a derrotada pelo Flamengo no primeiro jogo da final. Exceção para a entrada de Alessandro e Jorge Henrique, substituindo Túlio Souza e Fábio, respectivamente. Provavelmente motivados pelo puxão de orelha do treinador no papo antes da atividade, o coletivo foi disputado em ritmo intenso e os titulares venceram por 6 a 0 (três gols de Wellington Paulista e um de Túlio, Lúcio Flávio e Jorge Henrique).
Vasco cresce no dia a dia
Jogadores do Vasco atentos às ordens de Lopes




RIO – Antônio Lopes deu nova cara ao time do Vasco. Agora o trabalho é em tempo integral e as vezes, em até três períodos, com a concentração no próprio clube. Agora já podem até falar, pois o silêncio não existe mais. Lopes que gosta de incentivar a equipe com gritos, exige o máximo dos jogadores.Segundo Antônio Lopes, o elenco tem esttá atento as suas orientações. “A equipe vai subir no aspecto físico. E com isso, ficaremos melhor taticamente, também. Os jogadores estão fazendo uma boa movimentação, com marcação por pressão e muita troca de posições”, falou Lopes.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Dia primeiro de maio, dia do trabalhador

Gerson Tavares


O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época. Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.


No Brasil, como não poderia deixar de ser, as comemorações do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho. A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar. A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, pequenas passeatas, festas comemorativas, piqueniques, shows, desfiles e apresentações teatrais ocorrem por todo o país.


Com Getúlio Vargas, que governou o Brasil como chefe revolucionário e ditador por 15 anos e como presidente eleito por mais quatro, o 1º de maio ganhou status de “dia oficial” do trabalho. Era nessa data que o governante anunciava as principais leis e iniciativas que atendiam as reivindicações dos trabalhadores, como a instituição e, depois, o reajuste anual do salário mínimo ou a redução de jornada de trabalho para oito horas. Vargas criou o Ministério do Trabalho, promoveu uma política de atrelamento dos sindicatos ao Estado, regulamentou o trabalho da mulher e do menor, promulgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), garantindo o direito a férias e aposentadoria.



Na Constituição de 1988, promulgada no contexto da distensão e redemocratização do Brasil após a ditadura militar, que perseguiu e colocou no mesmo balaio liberais, comunistas e cristãos progressistas, apesar de termos 80% dos tópicos defendendo a propriedade e meros 20% defendendo a vida humana e a felicidade, conseguiu-se uma série de avanços, hoje colocados em questão, como as Férias Remuneradas, o 13º salário, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, Licença Maternidade, previsão de um salário mínimo capaz de suprir todas as necessidades existenciais, de saúde e lazer das famílias de trabalhadores, etc.


A luta de hoje, como será a luta de sempre por parte dos verdadeiros trabalhadores, reside em manter todos os direitos constitucionais adquiridos e buscar mais avanços na direção da felicidade do ser humano.
BRASIL
Carlos Lupi defende Paulinho em sinal
de corporativismo

Ministro Carlos Lupi dando explicações à Comissão de Trabalho e Serviço Público,
como sempre, em pose de grande político

BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, saiu em defesa do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), que teve o nome envolvido nas investigações da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. Segundo o ministro, as informações que envolvem Paulinho são vagas. Para Lupi, é fundamental dar direito de ampla defesa ao parlamentar de seu partido.
"Temos de ter muito cuidado para não condenar nem pré-julgar ninguém. A sociedade democrática nos dá o direito de defesa amplo. E nos dá o direito de saber por que se está sendo processado. Por enquanto eu não sei, só sei que há informações, investigações e possíveis telefonemas. Está tudo muito vago", disse o ministro, após cerimônia no Palácio do Planalto em comemoração ao Dia do Trabalho.
Lupi, muito inteligente, sabe que amanhã poderá precisar da defesa do Paulinho.