quinta-feira, 1 de maio de 2008

Combustivel adulterado no
eixo Rio/SãoPaulo

Caminhão tanque sem "bandeira" é sinal de perigo




Rio - Uma investigação conjunta da 59ª DP (Duque de Caxias) e da 60ª DP (Campos Elísios) chegou ao que pode ser o maior esquema de falsificação e distribuição de combustíveis adulterados do Estado do Rio. Há quatro meses, as duas delegacias juntaram indícios que revelaram como uma quadrilha conseguia trazer de uma indústria química de São Paulo combustível falsificado para um posto no Rio. Mais de 30 suspeitos foram citados no inquérito, inclusive dois soldados e um oficial da Polícia Militar do Rio, cujos nomes são mantidos em sigilo. Doze terão o pedido de prisão apesentada à Justiça na próxima semana.
ESPORTE
Flamengo ganha de goleada noMéxico e
fica bem na Libertadores

Marcinho é festejado pelos companheiros
após marcar dois gols na partida




Rio - O Flamengo foi ao México enfrentar o América, pela Copa Libertadores preocupado em não se cansar para a final do Carioca, domingo, contra o Botafogo. Mas o que se viu em campo foi um time guerreiro e correndo muito. O esforço dos jogadores foi recompensado com uma importante vitória por 4 a 2 sobre os mexicanos. Os gols do rubro-negro foram marcados por Marcinho (2), Diego Tardelli e Leo Moura, com Cervantes e Esquerda descontando. O resultado deixa o time em excelente situação na Libertadores, podendo garantir a vaga até com derrotas de dois gols de diferença por 2 a 0 ou 3 a 1 no jogo de volta, na próxima quarta-feira, no Maracanã.
Fluminense vence o Atlético Nacional
por 2 a 1

Jogadores do Fluminense festejam a vitória





Rio - O Fluminense não teve uma atuação primorosa, mas conseguiu um ótimo resultado ontem à noite, em Medellín. Venceu o Atlético Nacional por 2 a 1 e, com isso, poderá perder por 1 a 0 no segundo jogo, terça-feira, no Maracanã, às 18h30, que ficará com a vaga para as quartas-de-final da Copa Libertadores.
ECONOMIA
Carro de luxo, o Pagani, vai valer
100 milhões de euros


Um dos carros produzidos pela marca chegou ao Brasil
na terça-feira e será vendido por R$ 4 milhões




SÃO PAULO – O argentino Horacio Pagani desenhava carrinhos no papel e os reproduzia em madeira ou argila. Era criança e dizia aos pais que queria ser construtor de automóveis. Adulto, mudou-se para Modena, pátria italiana de marcas como Ferrari e Maserati e criou a Pagani, empresa que produz veículos exclusivos, de altíssimo luxo.

Hoje a sua marca vale 100 milhões de euros e vendeu, pelo mundo, apenas 100 carros em nove anos. Um deles chegou ao Brasil e foi apresentado em São Paulo nesta terça-feira, 29, o Zonda F, que será vendido por R$ 4 milhões. Há três interessados e o negócio deve ser fechado nos próximos dias. A marca é representada no Brasil pela empresa Platinuss.

O Zonda é todo feito em fibra de carbono, como os modelos da Fórmula 1 e aviões. Pesa em média 700 a 800 quilos a menos que automóveis convencionais. Também utiliza peças em titânio, alumínio e fibra. Seu desenho é inspirado em caças de guerra e jatos dos anos 60.




Poupador tem nova vitória




RIO – O Banco Real foi condenado pelo TJ-RJ a pagar correções relativas aos planos Bresser (julho de 1987) e Verão (fevereiro de 1989) aos poupadores referentes aos planos econômicos. Os reajustes são de 19,75% e 26,07%. No início do mês, a Justiça já havia determinado que o Banco do Brasil fizesse o acerto das contas dos poupadores. O BB está analisando se entrará com recurso.

Com a decisão contra o Banco Real, todos os poupadores desta unidade bancaria no Estado do Rio de Janeiro, no final dos anos 80, poderão ter direito à diferença. A sentença beneficia mesmo quem não entrou com ação individual, mas é preciso se habilitar para ter direito.

O valor depende de cada caso, mas a juíza Maria da Penha Nobre Mauro Victorino já definiu o percentual de correção: 19,75% para o Plano Bresser e 26,06%, para o Verão. Ainda cabe recurso. O Banco Real informou que não se pronunciará, uma vez que o processo está sub judice. Por conta de uma enxurrada de ações, as instituições financeiras passaram a provisionar (reservar) o dinheiro destinado às correções. Para se ter idéia, valores reservados nos últimos balanços são até cinco vezes maiores do que os provisionados em 2006. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, separou R$ 1 bilhão para essa finalidade. Em 2007, o montante foi de R$ 588 milhões.

O advogado André Scovino, da Anacont Barra, afirma que, em ações com valores mais baixos, a Caixa Econômica Federal nem recorre mais: “Se a petição inicial estiver com o extrato comprovando o saldo em conta à época, o juiz julga procedente, sem necessidade de audiência, e manda para o contador fazer o cálculo da diferença”. Ele diz que, se a instituição recorrer, terá que bancar mais despesas: “Em geral, valores até R$ 10 mil, são pagos sem contestação”.


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