segunda-feira, 1 de novembro de 2010



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MEC quer censurar Monteiro Lobato





Gerson Tavares



Já é um parecer aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) que recomenda que o livro “Caçadas de Pedrinho”, do consagrado autor de literatura infantil, Monteiro Lobato deixe de ser distribuído às escolas públicas.

Para os conselheiros, o livro de Monteiro Lobato, é racista. Este parecer está aprovado desde setembro, mas para entrar em execução, precisa ser homologado pelo ministro Fernando Haddad e lógico, só poderia ser homologado após o segundo turno.

A conselheira relatora da Câmara de Educação de Básica, Nilma Lino Gomes, entendeu que trechos relativos à “Tia Anastácia”, que é negra e a animais como o urubu e o macaco dão enfoque de depreciação racial contra os negros. Gente, mas como essa turma tem a mente suja, que vê até em livro infantil de Monteiro Lobato, um genio da nossa literatura, escrito em mil novecentos e antigamente, esse "racismo" que só serve para angariar votos. Esta enormea “babaquice” só pode ser falta do que fazer.

Vendo essa "besteirada" toda me dá uma saudade enorme do humorista Stanislaw Ponte Preta, que por coisa bem parecida escreveu o “Febeapá – Festival de besteira que assola o país”. E aí me lembrei de outro livro que também pode ser censurado por causa do personagem central da história. Estou falando do ”Saci-Pererê", que por incrível que possa parecer teve como primeiro escritor a se voltar para sua figura, Monteiro Lobato que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de São Paulo, com o título de "Mitologia Brasílica - Inquérito sobre o Saci-Pererê". Alí, Monteiro Lobato colheu respostas dos leitores do jornal que narravam as versões do mito, no ano de 1917. O resultado foi a publicação, no ano seguinte, da obra do Saci-Pererê. Em 2005 foi instituído o Dia do Saci no Brasil, comemorado no dia 31 de outubro, a fim de restaurar as figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Halloween.

Mas aqui cabe uma pergunta: como seria hoje contada a história de um “neguinho” de uma perna só? Pelos lideres negros brasileiros, que por acaso são casados com mulheres louras, será que esta seria a história de um afrodescendente que se viu mutilado em um dos membros inferiores? Seria um afrodescendente com necessidade especial?

Seja lá o que for, histórias tão antigas e infantis como da “Emilia” e do “Saci-Pererê”, só podem ser consideradas racistas na cabeça dessa turma de desocupados que para mostrarem algum serviço se dizem dos dos "Movimentos Sociais" e outras coisas mais, mas no final das contas, são os maiores racistas que conheço.

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